Trump anuncia cessar-fogo entre Israel e Líbano e admite viajar até Islamabad em caso de acordo com Irão

O Paquistão afirmou que ainda não está agendada a segunda ronda de negociações entre os EUA e o Irão. Agência de Energia diz que Europa tem "talvez seis semanas de combustível para aviões"
Trump anuncia cessar-fogo entre Israel e Líbano e admite viajar até Islamabad em caso de acordo com Irão
EPA/ATEF SAFADI

Teerão espera resultado significativo nas negociações se EUA forem racionais

O embaixador iraniano na ONU disse estar “cautelosamente otimista” quanto ao desfecho das negociações com Washington, argumentando que, se os norte-americanos mantiverem uma abordagem construtiva e racional, as conversações poderão ter um “resultado significativo”.

“Estamos convencidos de que, se os Estados Unidos adotarem uma abordagem construtiva e racional, se evitarem avançar com quaisquer exigências contrárias ao direito internacional, estas negociações podem conduzir a um resultado significativo”, disse Amir-Saeid Iravani numa sessão da Assembleia Geral convocada após o veto da Rússia e da China a uma resolução sobre o estreito de Ormuz.

“Apesar da nossa profunda desconfiança em relação aos Estados Unidos, devido às suas repetidas traições à diplomacia, empenhámo-nos, no entanto, nas negociações de boa-fé e continuamos cautelosamente otimistas”, continuou.

Lusa

Guterres saúda cessar-fogo entre Líbano e Israel anunciado por Trump

O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, saudou hoje o anúncio de um cessar-fogo de 10 dias entre o Líbano e Israel, divulgado pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Segundo o porta-voz do líder da ONU, Stéphane Dujarric, Guterres “acolhe com satisfação quaisquer medidas que possam pôr fim às hostilidades e ao sofrimento em ambos os lados da Linha Azul”, que serve de demarcação da zona desmilitarizada entre os dois países.

O secretário-geral da ONU reiterou ainda a necessidade de implementar integralmente a Resolução 1701 do Conselho de Segurança, que estabelece o enquadramento para a cessação das hostilidades entre Israel e o grupo xiita libanês pró-iraniano Hezbollah.

Dujarric sublinhou que a ONU permanece disponível, através das suas missões políticas e de manutenção da paz, para apoiar os esforços de estabilização na região.

A coordenadora especial da ONU para o Líbano, Jeanine Hennis-Plasschaert, continua a trabalhar em articulação com as partes, reiterando que “não existe uma solução militar para este conflito”, indicou o representante.

Nas mesmas declarações à imprensa, o porta-voz de Guterres destacou o impacto humano da atual crise, afirmando que “o povo do Líbano sofreu enormemente”, e apelou ao cumprimento do cessar-fogo por todas as partes, incluindo o Hezbollah.

Lusa

Netanyahu saúda cessar-fogo mas vai manter ocupação no Líbano. "Oportunidade para um acordo de paz histórico”

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, saudou hoje o cessar-fogo de dez dias no Líbano como “uma oportunidade para um acordo de paz histórico”, mas indicou que as suas tropas vão manter posições no país vizinho durante a trégua.

Numa declaração por vídeo, divulgada pelo seu gabinete depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter anunciado um cessar-fogo, Netanyahu indicou que as forças israelitas "permanecerão no sul do Líbano, dentro de uma faixa fronteiriça de dez quilómetros de profundidade".

Na sua declaração, o líder israelita reiterou o objetivo de desarmar o grupo xiita libanês Hezbollah, que Donald Trump disse estar igualmente vinculado à trégua de dez dias, com início a partir das 22h00 de hoje (hora de Lisboa).

Lusa

"Irão quer chegar a um acordo", diz Trump. Nova ronda negocial entre Teerão e Washington pode acontecer já este fim de semana

O presidente dos Estados disse esta quinta-feira que o "Irão quer chegar a um acordo", manifestando otimismo em relação aos esforços diplomáticos para que haja um entendimento entre os dois países. "Parece muito bom que vamos fechar um acordo com o Irão, e será um bom acordo. Será um acordo sem armas nucleares”.

"Eles estão dispostos a fazer coisas hoje que não estavam dispostos a fazer há dois meses", afirmou Donald Trump, quando foi questionado pelos jornalistas na Casa Branca. É por essa razão que considerou que talvez não seja necessário prolongar o cessar-fogo de duas semanas, atualmente em vigor.

Trump mostrou estar confiante num acordo com o Irão. "Será um acordo sem armas nucleares", um "ponto crucial", reiterou, admitindo a possibilidade de uma nova ronda negocial entre as delegações de Washington e Teerão já no próximo fim de semana.

O presidente dos EUA rejeitou um limite de 20 anos para a suspensão de enriquecimento de urânio pelo Irão. "Não terão armas nucleares durante mais de 20 anos… não há limite de 20 anos”, disse.

Trump admite a hipótese de viajar até Islamabad caso seja alcançado um acordo entre EUA e Irão

O presidente dos EUA disse esta quinta-feira que admite a possibilidade de viajar até Islamabad caso seja alcançado um acordo entre Washington e Teerão.

"Iria ao Paquistão, sim", disse aos jornalistas na Casa Branca. "Se o acordo for assinado em Islamabad, posso ir. Eles querem que eu vá", afirmou Donald Trump, aproveitando para elogiar o papel que o Paquistão tem tido como mediador das negociações entre os dois países.

Cessar-fogo entre Israel e Líbano inclui Hezbollah, diz presidente dos EUA

Depois de anunciar um cessar-fogo de 10 dias entre Israel e o Líbano, Donald Trump disse a jornalistas que a trégua, que entra em vigor esta noite, inclui o Hezbollah.

"Hoje haverá um cessar-fogo, e isso incluirá o Hezbollah", disse, referindo-se ao grupo apoiado pelo regime iraniano.

O presidente dos EUA falou na possibilidade de uma reunião entre o primeiro-ministro israelita e o presidente do Líbano na Casa Branca, que poderá acontecer “na próxima semana ou nas próximas duas semanas”. "Será a primeira vez que eles se encontram em 44 anos", enfatizou.

Trump manifestou disponibilidade de visitar o Líbano "no momento certo".

Trump vai convidar PM de Israel e presidente do Líbano para a Casa Branca com vista às "primeiras conversações significativas" 

Numa segunda mensagem na Truth Social, Donald Trump disse que vai convidar o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o presidente libanês, Joseph Aoun, para irem à Casa Branca para a realização das "primeiras conversações significativas entre Israel e o Líbano desde 1983".

"Ambos os lados querem ver a paz, e acredito que isso acontecerá, rapidamente!", afirmou o presidente norte-americano.

Trump anuncia cessar-fogo de 10 dias entre Israel e Líbano. Trégua entra em vigor esta noite 

O presidente dos EUA acaba de anunciar um cessar-fogo de 10 dias entre Israel e o Líbano, que irá entrar em vigor na noite desta quinta-feira.

Donald Trump anunciou a trégua entre os dois países numa mensagem partilhada na Truth Social, tendo afirmado que falou com o primeiro-ministro israelita e com o presidente libanês.

"Acabei de ter excelentes conversas com o muito respeitado presidente Joseph Aoun, do Líbano, e com o primeiro-ministro Bibi Netanyahu, de Israel. Estes dois líderes concordaram que, para alcançar a paz entre os seus países, iniciarão formalmente um cessar-fogo de 10 dias às 17h00" (22h00 em Portugal continental), lê-se na mensagem de Trump.

"Foi uma honra para mim resolver nove guerras em todo o mundo, e esta será a décima", adiantou.

Trump recordou que na terça-feira delegações de Israel e do Líbano "reuniram-se pela primeira vez em 34 anos" em Washington, com a participação do secretário de Estado, Marco Rubio". "Dei instruções ao vice-presidente JD Vance e ao secretário de Estado Rubio, juntamente com o chefe do Estado-Maior Conjunto, Dan 'Razin' Caine, para trabalharem com Israel e o Líbano para alcançar uma paz duradoura", refere o presidente dos EUA.

Paquistão diz que segunda ronda de negociações EUA-Irão ainda não está agendada

O Paquistão afirmou hoje que ainda não está agendada a segunda ronda de negociações entre os EUA e o Irão.

“Ainda não há datas”, disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Paquistão, Tahir Andrabi. “Anunciaremos a data destas negociações assim que for definida”, acrescentou.

Israel reforça pressão e ameaça com ataques "ainda mais dolorosos"

Israel reforçou hoje a pressão dos Estados Unidos sobre o Irão com a ameaça de ataques “ainda mais dolorosos” contra novos alvos se Teerão rejeitar a exigência norte-americana de renunciar ao armamento nuclear.

“O Irão encontra-se num ponto de viragem histórico: um caminho consiste em renunciar ao terrorismo e ao armamento nuclear, em conformidade com a proposta norte-americana, o outro conduz ao abismo”, afirmou o ministro da Defesa, Israel Katz.

Se o regime de Teerão optar pela segunda via, “descobrirá muito rapidamente que existem alvos ainda mais dolorosos do que aqueles que já atingimos”, acrescentou o ministro israelita, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

As declarações de Katz seguem-se às do homólogo norte-americano, Peter Hegseth, que horas antes tinha avisado Teerão que as forças dos Estados Unidos estavam preparadas para retomar os ataques se Teerão não aceitasse um acordo.

Lusa

Papa Leão XIV  denuncia mundo "devastado por tiranos"

O Papa Leão XIV criticou duramente os líderes que gastam milhares de milhões em guerras e afirmou que o mundo está "a ser devastado por um punhado de tiranos", em declarações invulgarmente contundentes feitas esta quinta-feira nos Camarões, depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o ter voltado a atacar nas redes sociais.

O sumo pontífice, que é norte-americano, condenou ainda os líderes que usam linguagem religiosa para justificar guerras e apelou a uma "mudança decisiva de rumo".

"Os mestres da guerra fingem não saber que basta um instante para destruir, mas muitas vezes uma vida inteira não chega para reconstruir", disse o Papa, que acusou os líderes políticos de fecharem "os olhos ao facto de que são gastos milhares de milhões de dólares em assassinatos e devastação, enquanto os recursos necessários para a cura, educação e restauração simplesmente não existem".

Presidente libanês recusa falar com Netanyahu

O presidente libanês, Joseph Aoun, recusou-se a conversar com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.

A informação foi confirmada por um funcionário do governo familiarizado com os acontecimentos, citado pela AP.

O responsável, que falou sob anonimato, disse que as declarações foram feitas durante uma chamada com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e que Washington "compreende a posição do Líbano".

O gabinete de Aoun confirmou a chamada telefónica a Rubio num comunicado público, mas não mencionou a possibilidade de conversações com Netanyahu. O gabinete do primeiro-ministro israelita também não se pronunciou sobre o assunto.

Uma outra fonte libanesa avançou à agência que Aoun explicou ao secretári de Estado norte-americano que conversações diretas com Netanyahu não fariam sentido.

EUA vão manter bloqueio a navios iranianos enquanto for necessário

Os Estados Unidos vão manter o bloqueio aos portos iranianos, em vigor desde segunda-feira, “o tempo que for necessário”, afirmou hoje o secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth.

“Manteremos este bloqueio, que está a funcionar, o tempo que for preciso”, declarou Hegseth durante uma conferência de imprensa no Pentágono, a sede do departamento, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

Ao seu lado, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas dos Estados Unidos, Dan Caine, esclareceu que a medida se aplica a todos os navios, independentemente da bandeira, que tenham como destino ou origem os portos iranianos.

“Esta operação norte-americana é um bloqueio aos portos iranianos e não um bloqueio ao estreito de Ormuz”, precisou o responsável militar.

Lusa

Secretário da Defesa dos EUA afirma que o Irão está a movimentar ativos militares mas não os está a repor

O secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse aos jornalistas, no Pentágono, que o Irão está a movimentar os seus ativos, mas não consegue repor o seu poderio militar, quase sete semanas após o início da guerra.

“Podem movimentar coisas, mas não conseguem reconstruir de facto”, insistiu Hegseth, dirigindo-se diretamente aos líderes de Teerão e afirmando que já não possuem uma indústria de defesa viável.

“Ao exporem-se com este movimento ao nosso olhar atento, estamos prontos para atacar a sua infraestrutura crítica de dupla utilização, a sua restante geração de energia e a sua indústria energética”, frisou, afirmando ao Irão que a guerra “não é uma luta justa”, tendo em conta o poderio dos EUA.

Hegseth disse que as forças dos Estados Unidos estavam preparadas para retomar os ataques se Teerão não aceitasse um acordo e que, em última instância, era necessároo que ambas as partes se sentassem à mesa e chegassem a acordo.

Ambientalistas pedem à UE imposto sobre lucros extraordinários das petrolíferas

Associações ambientalistas europeias, incluindo a portuguesa Zero, enviaram uma carta às instituições europeias a pedir a taxação de lucros extraordinários das empresas de combustíveis fósseis causados pela guerra no Irão, anunciou hoje a associação portuguesa.

Em comunicado, a Associação Sistema Terrestre Sustentável (ZERO) refere que “a nova instabilidade geopolítica voltou a expor a extrema vulnerabilidade da Europa à dependência do petróleo, gás e restantes combustíveis fósseis”.

Segundo dados recentemente divulgados pela Federação Europeia de Transportes e Ambiente (T&E), que congrega organizações não-governamentais europeias que trabalham na área de transporte e meio ambiente, as petrolíferas poderão obter este ano cerca de 24 mil milhões de euros em lucros extraordinários à custa dos condutores europeus.

Só nas primeiras semanas da crise, já terão acumulado cerca de 1,3 mil milhões de euros em ganhos excessivos.

Na carta enviada à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, à vice-presidente executiva para uma Transição Limpa, Justa e Competitiva, Teresa Ribera, a três comissários europeus, e às representações dos 27 países da União Europeia, a T&E e um conjunto de organizações, entre as quais a ZERO, “manifestaram o seu apoio à criação de um mecanismo de taxação dos lucros extraordinários das empresas de combustíveis fósseis”.

Esta medida seria aplicada “de forma coordenada à escala da União Europeia, como resposta à atual crise energética e à escalada recente dos preços dos combustíveis”.

“Numa altura em que o custo de vida continua a pressionar os rendimentos e em que a insegurança energética permanece elevada, é elementar que quem mais beneficia da crise contribua a um nível proporcional,” lê-se no comunicado.

Para a ZERO, “não é aceitável que famílias, pequenas empresas e setores económicos expostos ao aumento dos preços da energia suportem os custos de uma nova crise, enquanto grandes operadores do setor fóssil acumulam ganhos excecionais gerados por choques externos, guerra e especulação”, reafirma.

Por fim a organização não-governamental (ONG) apela à “Comissão Europeia e aos Estados-Membros para que avancem rapidamente com um mecanismo europeu de taxação dos lucros extraordinários das empresas de combustíveis fósseis, mais ambicioso, mais justo e mais bem orientado para o interesse público”.

Lusa

Agência Internacional de Energia diz que Europa tem combustível de aviação para seis semanas

A Europa tem “talvez combustível de aviação para umas seis semanas”, disse o diretor executivo da Agência Internacional de Energia (AIE) numa entrevista à Associated Press esta quinta-feira, alertando para possíveis cancelamentos de voos “em breve” caso o fornecimento de petróleo continue bloqueado pela guerra com o Irão.

Nsta entrevista, Fatih Birol traçou um cenário preocupante como consequência daquela a que chamou “a maior crise energética que já enfrentámos”. "Quanto mais tempo durar, pior será para o crescimento económico e a inflação em todo o mundo”, disse acerca do bloquio do Estreito de Ormuz.

De acordo com este responsável, se o Estreito de Ormuz não for reaberto, "em breve ouviremos notícias de que alguns voos da cidade A para a cidade B poderão ser cancelados devido à falta de combustível de aviação".

Rebeldes do Iémen acusam ONU de parcialidade

Os rebeldes huthis acusaram hoje o enviado especial da ONU Hans Grundberg de parcialidade por ter advertido que o envolvimento do grupo na guerra do Médio Oriente podia comprometer as negociações de paz no Iémen.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros dos huthis, grupo iemenita aliado do Irão, condenou os avisos de Grundberg sobre as consequências dos ataques dos rebeldes contra Israel e contra embarcações norte-americanas no Mar Vermelho.

A diplomacia dos huthis considerou que as declarações do enviado perante o Conselho de Segurança da ONU na terça-feira se alinham com as posições dos Estados Unidos e do Reino Unido.

Os hutis condenaram “tentativas de pressionar” o grupo para que guarde silêncio sobre a “agressão israelita na região”.

“Vincular o processo de paz do Iémen a tais condições mina as negociações”, disse o grupo que controla amplas zonas do país e a capital, Saná, no comunicado citado pela agência de notícias espanhola EFE.

Grundberg afirmou que existe uma “preocupação mundial” com o alargamento da guerra no Médio Oriente a outra frente, face a relatos que considerou preocupantes de movimentos de tropas no país árabe situado na margem do mar Vermelho.

O diplomata sueco alertou que as consequências para a população iemenita “poderão ser graves”.

“O Iémen não se livrou desta guerra”, avisou Grundberg.

O Irão ameaçou na quarta-feira bloquear a navegação no mar Vermelho se prosseguir o bloqueio norte-americano aos portos iranianos iniciado na segunda-feira, após terem fracassado as negociações com Washington para o fim da guerra.

O Irão não tem fronteira com o mar Vermelho, mas os aliados huthis poderão atacar navios na região a partir de posições montanhosas no país do sudoeste da península da Arábia.

Grundberg reafirmou a importância de manter a “liberdade de navegação” no mar Vermelho e no golfo de Áden, vias que têm sido alvo de ataques repetidos dos hutis contra o transporte marítimo desde 2023.

Apelou para que se abstenham de novos ataques contra a navegação e para que seja protegido o processo de paz com o Governo internacionalmente reconhecido, com o qual mantêm uma trégua desde 2022.

Os rebeldes negam qualquer relação entre as operações navais e o avanço do processo de paz interno, acusando Grundberg de assumir uma “postura hostil” por não ter alcançado progressos políticos ou humanitários durante o seu mandato.

Lusa

Líbano sem conhecimento de próximo contacto com Israel

O Líbano "não tem conhecimento" de um próximo contacto com Israel, afirmou fonte oficial libanesa à agência France-Presse (AFP), após o Presidente norte-americano ter anunciado que os líderes dos dois países em estado de guerra vão dialogar hoje.

"Não temos conhecimento de qualquer contacto previsto com a parte israelita e não fomos informados por canais oficiais", declarou esta fonte à AFP.

Lusa

Trump anuncia que líderes de Israel e Líbano vão discutir cessar-fogo esta quinta-feira

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou que "os líderes" de Israel e do Líbano vão falar hoje sobre um possível cessar-fogo mediado por Washington.

"Estamos a tentar dar algum espaço para respirar entre Israel e o Líbano. Passou muito tempo desde que os dois líderes falaram, cerca de 34 anos. Amanhã acontecerá. Espetacular!", escreveu na quarta-feira Trump na rede social Truth Social, da qual é proprietário.

Este anúncio, que não especifica quem são os líderes, surge depois de os Governos de ambos os países terem acordado reunir-se novamente para continuar a dialogar sobre um cessar-fogo que interrompa os ataques israelitas contra o Líbano, iniciados após a guerra com o Irão.

Na passada terça-feira, o embaixador de Israel nos Estados Unidos, Yechiel Leiter, e a homóloga libanesa, Nada Hamadeh Moawad, mantiveram um encontro de duas horas e meia na presença do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.

O porta-voz do Departamento de Estado norte-americano Tommy Pigott assegurou posteriormente que "todas as partes concordaram em iniciar negociações diretas numa data e local mutuamente convencionados".

As negociações, das quais o grupo xiita Hezbollah foi excluído, constituíram o encontro de mais alto nível entre Israel e o Líbano desde 1993.

Lusa

Chefe da diplomacia do Irão fala com China, Paquistão e Japão antes de possíveis negociações

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, manteve na quarta-feira contactos com homólogos da China e do Japão e com o chefe do Exército do Paquistão, nas vésperas de possíveis novas negociações com Washington.

Araqchi falou com o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, que afirmou, numa conversa telefónica, que a atual situação entrou numa “fase crítica de transição da guerra para a paz”, abrindo “uma janela de oportunidade”.

Wang indicou que a China apoia a manutenção do cessar-fogo e das negociações, o que “serve o interesse fundamental do povo iraniano e corresponde à expectativa comum dos países da região e da comunidade internacional”, segundo um comunicado da diplomacia chinesa.

“A China está disposta a continuar a promover a distensão e a melhoria das relações entre os países da região”, acrescentou, sublinhando que Pequim pode “desempenhar um papel construtivo para alcançar paz e estabilidade duradouras no Médio Oriente”.

A China, principal parceiro comercial do Irão, tem condenado a guerra desde a ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra Teerão, em 28 de fevereiro, mas ambas as partes têm evitado comentar o alegado apoio chinês.

Araqchi manteve também uma conversa com o ministro dos Negócios Estrangeiros do Japão, Toshimitsu Motegi, que destacou ser “fundamental” preservar o cessar-fogo e pôr fim ao conflito, incluindo a garantia da segurança da navegação no estreito de Ormuz.

Tóquio considerou “muito significativo” manter uma comunicação fluida com o Irão e indicou que o Governo da primeira-ministra, Sanae Takaichi, tem mantido contactos com os países envolvidos e mediadores.

Araqchi apelou à comunidade internacional para adotar uma abordagem responsável que evite o agravamento da situação, referindo-se à “insegurança gerada em Ormuz” como consequência direta da ofensiva dos Estados Unidos e de Israel.

Lusa

MNE chinês diz a Araqchi que se abriu “janela para a paz” no Médio Oriente

O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, afirmou hoje, numa conversa telefónica com o homólogo iraniano, Abbas Araqchi, que a atual situação atingiu uma “fase crítica de transição da guerra para a paz”, abrindo “uma janela de oportunidade”.

Wang indicou que a China apoia a manutenção do cessar-fogo e das negociações, o que “serve o interesse fundamental do povo iraniano e corresponde à expectativa comum dos países da região e da comunidade internacional”, segundo um comunicado do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, numa altura em que Teerão e Washington mantêm uma trégua e preparam nova ronda de diálogo.

O chefe da diplomacia chinesa afirmou que “a China apoia, como sempre, o Irão na salvaguarda da sua soberania, segurança e dignidade nacional”.

Wang acrescentou que “a soberania, a segurança e os legítimos direitos e interesses do Irão, enquanto país costeiro do estreito de Ormuz, devem ser respeitados e protegidos”, instando, ao mesmo tempo, à garantia da liberdade de navegação e da segurança naquela via marítima.

“A China está disposta a continuar a promover a distensão e a melhoria das relações entre os países da região”, afirmou, acrescentando que Pequim poderá “desempenhar um papel construtivo para alcançar, em última instância, paz e estabilidade duradouras no Médio Oriente”.

Araqchi declarou que o Irão “está disposto a continuar a procurar uma solução racional e realista através de negociações pacíficas”, segundo o mesmo comunicado, que indica ainda que o diplomata iraniano informou Wang sobre os mais recentes desenvolvimentos nas negociações com os Estados Unidos e os próximos passos de Teerão.

Lusa

Washington diz estar a discutir nova ronda de negociações com Teerão

Washington está a discutir a possibilidade de novas negociações com Teerão, declarando-se otimista quanto a um acordo, após a ameaça iraniana de bloquear a circulação no mar Vermelho em resposta ao bloqueio dos portos do país persa.

O Irão reafirmou a vontade de continuar a negociar, enquanto o mundo espera a prorrogação do cessar-fogo, em vigor desde 08 de abril, e o fim de uma guerra que causou milhares de mortos, principalmente no Irão e no Líbano, ao mesmo tempo que abalou a economia mundial.

Estão a decorrer discussões com vista a uma retoma das negociações em Islamabade, capital do Paquistão, "mas nada é oficial" ainda, declarou na quarta-feira a porta-voz da Casa Branca.

"Mas estamos otimistas quanto à perspetiva de um acordo", acrescentou Karoline Leavitt, após o fracasso de uma primeira ronda de negociações, também em Islamabade, no domingo.

O influente chefe do exército paquistanês, Asim Munir, foi recebido na quarta-feira no Irão pelo ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi.

O porta-voz da diplomacia de Teerão, Esmail Baghai, afirmou que "várias mensagens tinham sido trocadas através do Paquistão" nos últimos três dias.

No entanto, manteve-se firme numa exigência fundamental do Irão: o direito à energia nuclear civil não pode ser "retirado sob pressão ou através da guerra", afirmou, abrindo apenas a porta a debates sobre "o nível e o tipo de enriquecimento" do urânio.

Os objetivos de Israel e dos Estados Unidos relativamente ao Irão "são idênticos", assegurou o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, referindo-se nomeadamente ao "abandono da capacidade de enriquecimento no interior do Irão".

No terreno, Teerão continua a bloquear o estreito de Ormuz e Washington impõe, desde segunda-feira, um bloqueio aos navios provenientes ou com destino aos portos iranianos.

O exército norte-americano anunciou na quarta-feira ter impedido dez navios de deixar os portos iranianos.

"As forças norte-americanas paralisaram completamente o comércio marítimo" do Irão, afirmou o chefe das forças norte-americanas na região. Brad Cooper sublinhou que cerca de 90% da economia iraniana depende do comércio marítimo.

Se os Estados Unidos "criarem insegurança para os navios comerciais do Irão e os petroleiros", isso constituirá "o prelúdio" para uma violação do cessar-fogo, retorquiu o chefe do comando das forças armadas iranianas, general Ali Abdollahi.

O Irão não permitirá "nenhuma exportação ou importação no golfo Pérsico, no mar de Omã ou no mar Vermelho", acrescentou, sem especificar a forma que o bloqueio no mar Vermelho assumiria.

Por sua vez, o conselheiro do líder supremo iraniano, Mohsen Rezaei, ameaçou afundar os navios dos EUA caso estes tentassem fazer "de polícia" no estreito.

"Os vossos navios serão afundados pelos nossos primeiros mísseis e isso representa um perigo para os militares americanos", ameaçou Rezaei, na televisão iraniana.

Os ministros das Finanças de 11 países, incluindo Reino Unido, Japão e Austrália, apelaram para uma "resolução negociada" do conflito, referindo-se às ameaças "à segurança energética mundial, às cadeias de abastecimento, bem como à estabilidade económica e financeira".

A bolsa de Nova Iorque encerrou em alta na quarta-feira, com os índices S&P 500 e Nasdaq Composite a atingirem novos recordes, com os investidores a apostarem na continuação das negociações entre EUA e Irão.

Lusa

Acompanhe aqui as incidências sobre a guerra no Médio Oriente

Bom dia!

Acompanhe aqui as incidências desta quinta-feira, 16 de abril, sobre a guerra no Médio Oriente.

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