Houve mensagens de apelo à violência contra Trump na despedida de Ali Khamenei pelos populares.
Houve mensagens de apelo à violência contra Trump na despedida de Ali Khamenei pelos populares.EPA/ABEDIN TAHERKENAREH

Trump ameaça Irão com "mil mísseis" após apelos à sua morte no funeral do aiatola

Clima no Médio Oriente mantém-se sob forte tensão. Estados Unidos voltaram a atacar o Irão, que retaliou contra países do Golfo Pérsico.
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Donald Trump voltou este sábado, 11 de julho, a ameaçar atacar o Irão, mas agora devido aos apelos ao seu assassinato ouvidos durante o funeral do aiatola Ali Khamenei. O Médio Oriente está novamente sob forte tensão, com diversos ataques aéreos dos EUA ao Irão que, por sua vez, retaliou contra países do Golfo Pérsico.

“Mil mísseis estão prontos para serem disparados e apontados para a República Islâmica do Irão, e outros milhares serão lançados de seguida, caso o governo iraniano concretize sua ameaça”, escreveu o presidente norte-americano na rede social Truth Social.

Trump justificou a ameaça como sendo uma resposta ao pedido de "assassinato ou tentativa de assassinato" contra ele. Durante o funeral de Ali Khamenei foram exibidos cartazes e faixas pedindo a morte de Donald Trump e a do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.

Recorde-se que a guerra contra o Irão iniciou-se a 28 de fevereiro, com diversos ataques aéreos, um dos quais matou Ali Khamenei, de 86 anos. O Irão só sepultou o aiatola esta semana, após uma cerimónia fúnebre que durou vários dias e na qual o seu corpo foi exibido em cidades do Irão e do Iraque.

Na Truth Social, Donald Trump escreveu ainda que os militares norte-americanos iriam "dizimar e destruir completamente todas as áreas do Irão — LOUVADO SEJA ALÁ!"

Durante a guerra e o instável cessar-fogo, Trump invocou várias vezes o nome de Deus em árabe e ameaçou destruir a própria civilização do Irão. O Conselho para as Relações Americano-Islâmicas (CAIR) já criticou o "desprezo desvairado de Trump pelo Islão".

Neste clima, Teerão voltou esta semana a restringir a passagem no Estreito de Ormuz e a insistir no controlo dessa rota. O embaixador de Teerão nas Nações Unidas disse aos jornalistas que qualquer atividade no Estreito de Ormuz, incluindo a abertura ou operações de desminagem, “é de responsabilidade exclusiva do Irão”.

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