O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão alertou que um eventual incidente nuclear após ataques na central de Bushehr poderá ter consequências devastadoras na região, “A contaminação radioativa poderá atingir as capitais do Golfo, mais do que Teerão”, escreveu Abbas Araghchi nas redes sociais, acusando Estados Unidos e Israel de já terem atacado a infraestrutura várias vezes.O governante iraniano criticou ainda o que considera uma reação desigual da comunidade internacional face a ataques a instalações nucleares, referindo o caso da central de Zaporizhzhia, na Ucrânia. Os Estados Unidos e Israel não confirmaram qualquer ataque à central de Bushehr..O Irão afirma que a área em torno da central nuclear de Bushehr foi atingida pela quarta vez desde o início do conflito, tendo causado a morte de um funcionário da segurança, segundo a BBC.De acordo com as autoridades iranianas, o ataque não provocou danos nas principais infraestruturas e a operação da central não foi afetada. Ainda assim, Teerão alerta que qualquer impacto mais significativo poderá provocar “um grande acidente nuclear”, acusando Estados Unidos e Israel de estarem por detrás da ação.Washington e Telavive não confirmaram o ataque..Os Estados Unidos continuam a procurar um tripulante desaparecido depois de um caça F-15 ter sido abatido no sul do Irão. De acordo com a BBC, o piloto da aeronave foi resgatado, mas um oficial de sistemas de armas continua desaparecido, sem que seja conhecido o seu estado.Durante a operação de resgate, um helicóptero foi atingido por disparos e um avião A-10 também sofreu danos, tendo o piloto conseguido ejetar-se e ser posteriormente resgatado. Segundo meios estatais iranianos, as autoridades do país persa estão a procurar o militar e oferecem recompensas de 50 mil libras a quem ajudar a capturá-lo “vivo”.O Irão afirma ainda ter abatido uma segunda aeronave norte-americana, informação que não foi confirmada por Washington..Um explosão no sul do Líbano causou ferimentos em três soldados indonésios que fazem parte da missão de manutenção de paz da ONU, anunciou este sábado, 4 de abril, a organização.Num comunicado, a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL) disse que a explosão, de origem ainda por determinar, ocorreu na sexta-feira, no interior de uma instalação da ONU perto de El Adeisse.Os três 'capacetes azuis' foram levados de urgência para o hospital, sendo que dois estão em estado grave.O Centro de Informação das Nações Unidas na capital indonésia, Jacarta, confirmou que todos eram indonésios.O incidente de sexta-feira ocorreu poucos dias depois da morte de três soldados de manutenção da paz indonésios, a 29 e 30 de março, no sul do Líbano, onde Israel e o Hezbollah combatem desde o início da guerra no Médio Oriente.Dois capacetes azuis indonésios morreram em 30 de março numa explosão, que poderá ter sido causada por uma mina, horas depois de outro militar indonésio ter sido morto, vítima de um possível disparo de um tanque israelita, disse uma fonte de segurança da ONU.Mas, na terça-feira, o exército de Israel garantiu que o incidente de 30 de março "não foi causado por atividades" dos militares israelitas.As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) conseguiram, após uma "análise operacional minuciosa", determinar que as suas tropas "não plantaram quaisquer engenhos explosivos na área" e que "nenhum militar das IDF estava presente" na zona.As IDF sublinharam que as ações no Líbano são contra a milícia xiita pró-Irão Hezbollah e não contra a missão da ONU, as Forças Armadas do país ou a população libanesa.O exército israelita instou a FINUL a abandonar "zonas de combate onde as Forças de Defesa de Israel emitiram ordens de evacuação para a população civil para sua própria segurança".A FINUL, que opera numa região no sul do país, junto à fronteira com Israel e supostamente vedada tanto aos militares israelitas como aos combatentes do Hezbollah, termina o mandato este ano, após quase 50 anos no terreno.Lusa.Uma pessoa ficou ferida num ataque com um míssil balístico iraniano que lançou munições de fragmentação no centro de Israel, noticiaram os meios de comunicação israelitas.O serviço de emergência Magen David Adom informou que "um homem de 79 anos ficou ferido ao ser atingido por destroços carregados pela onda de choque de um míssil com munições de fragmentação em Kiryat Ata, perto de Haifa".As Forças de Defesa de Israel identificaram o ataque e emitiram um alerta instruindo os residentes para "procurarem abrigo", enquanto "os sistemas de defesa operavam para intercetar a ameaça".A emissora Canal 12 de Israel informou que, devido à emergência, "foram recebidas chamadas de 17 locais onde ocorreram os impactos. Entre as cidades que receberam relatos de danos estão Telavive, Bnei Brak, Givatayim, Givat Shmuel, Petah Tikva e Rosh Haayin"."Tratava-se de um míssil fragmentado que atingiu seis cidades diferentes, provocando um incêndio num apartamento em Rosh Haayin, danos num edifício em Petah Tikva e destruição também em Telavive", segundo o portal de notícias Ynet.Teerão tem lançado mísseis e drones contra território israelita, em retaliação pela ofensiva aérea lançada a 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel sobre o Irão.Lusa.A Embaixada dos Estados Unidos (EUA) em Beirute alertou para a possibilidade de o Irão ou grupos armados aliados atacarem universidades norte-americanas no Líbano, onde o conflito já causou 1.300 mortos.Num comunicado divulgado na sexta-feira, a missão diplomática indicou que "o Irão e as milícias afiliadas podem ter a intenção de atacar universidades no Líbano" e salientou que Teerão "ameaçou especificamente universidades norte-americanas em todo o Médio Oriente".O Departamento de Estado recomendou que os cidadãos norte-americanos abandonem o Líbano "enquanto ainda houver voos comerciais disponíveis", de acordo com o comunicado, que destaca a natureza "volátil e imprevisível" da situação de segurança no país.“Instamos os cidadãos norte-americanos a não viajarem para o Líbano. Recomendamos que os cidadãos norte-americanos que se encontrem no Líbano e optarem por não sair do país elaborem planos de contingência de emergência e estejam preparados para procurar abrigo caso a situação se agrave”, prosseguiu o comunicado.O governo dos EUA alertou os cidadãos de que a Embaixada no Líbano “está a prestar serviços limitados de passaporte a cidadãos norte-americanos a título de emergência” e que “todos os serviços consulares regulares estão suspensos até novo aviso”.O alerta surge após uma recente onda de controvérsias nos círculos políticos e mediáticos libaneses, na sequência da disseminação de ameaças por parte de grupos ligados à milícia libanesa pró-Irão Hezbollah, que identificaram instituições como a Universidade Americana de Beirute e a Universidade Americana Libanesa como potenciais alvos.O Líbano foi arrastado para o conflito em curso no Médio Oriente quando o Hezbollah lançou morteiros sobre Israel, em retaliação pela ofensiva aérea lançada a 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel sobre o Irão. Israel ripostou com ataques aéreos maciços em todo o Líbano e uma ofensiva terrestre.Segundo as autoridades libanesas, o conflito fez, em 30 dias, mais de 1.300 mortos e mais de um milhão de deslocados, o que representa mais de um sexto da população do país.Lusa.A operação militar 'Fúria Épica', contra o Irão, causou até ao momento 13 militares norte-americanos mortos e 365 feridos, revelou o Pentágono.Os números foram detalhados pelo Sistema de Análise de Baixas da Defesa, que explicou que, dos 365 militares feridos em combate, 247 pertencem ao Exército norte-americano.Sessenta e três feridos são da Marinha, 19 dos Fuzileiros e 36 da Força Aérea.Quanto aos 13 mortos, sete eram do Exército e seis da Força Aérea.Os números divulgados não incluem quaisquer baixas ou ferimentos que possam ter ocorrido na sexta-feira, quando as forças iranianas abateram um caça norte-americano.Um dos tripulantes do caça F-15 atacado por Teerão foi resgatado com vida, mas as forças norte-americanas continuam a tentar encontrar o segundo tripulante, cujo estado de saúde é desconhecido.O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou este sábado que o ataque iraniano afete as alegadas negociações com Teerão.Lusa