Teerão avisa: "o Irão atacará as bases americanas se for atacado" pelos EUA
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Teerão avisa: "o Irão atacará as bases americanas se for atacado" pelos EUA

Para o ministro da Defesa do Irão, "todas as bases americanas e as bases militares de outros países "que auxiliem os EUA em ataques contra o território iraniano serão consideradas alvos legítimos".
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O ministro da Defesa iraniano, Aziz Nafizardeh, avisou esta quarta-feira, 14 de janeiro, que o seu país atacará as bases norte-americanas na região caso os Estados Unidos lancem uma ofensiva contra a nação persa.

"O Irão atacará as bases americanas se for atacado", afirmou o ministro da Defesa, segundo a agência de notícias local Mehr.

O ministro afirmou que "todas as bases americanas e as bases militares de outros países da região que auxiliem os EUA em ataques contra o território iraniano serão consideradas alvos legítimos".

"A resposta iraniana será dolorosa para os inimigos" caso o Irão seja atacado, declarou o oficial militar.

O presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou repetidamente o regime iraniano com um ataque contra o país para defender os milhares de manifestantes que têm saído às ruas nas últimas duas semanas em protestos por toda a República Islâmica, nos quais morreram centenas de civis.

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Em junho do ano passado, recorde-se, Donald Trump atacou instalações nucleares no Irão numa ofensiva que, segundo os iranianos, matou mais de mil pessoas, a maioria civis.

Teerão respondeu com um ataque a uma base americana no Qatar, que teve pouco impacto.

Justiça anuncia julgamentos sumários e execuções para manifestantes detidos

O responsável máximo pela Justiça iraniana, Gholamhossein Mohseni-Ejei, anunciou, entretanto, julgamentos sumários e possíveis execuções para as pessoas detidas por terem participado nos recentes protestos contra o atual regime da República Islâmica persa.

Organizações não governamentais têm relatado mais de 2500 mortos nas manifestações que começaram em 28 de dezembro por todo o território daquele país do Médio Oriente.

O presidente norte-americano, Donald Trump, tem avisado que os Estados Unidos da América (EUA) podem intervir militarmente no caso de haver vítimas mortais dos protestos, após já terem apoiado a guerra de 12 dias de Israel contra Teerão, em junho.

“Se quisermos fazer o trabalho, temos de fazê-lo já. Se quisermos fazer alguma coisa, temos que fazê-la rapidamente”, disse Mohseni-Ejei, acrescentando que, “se demorar dois ou três meses, não terá o mesmo efeito”.

Trump declarou mais recentemente que se as autoridades iranianas “fizerem algo assim”, os EUA vão “tomar medidas muito fortes”.

Entretanto, ativistas ‘anti-ayatollah’, o regime teocrático surgido com a revolução de 1979, anunciaram hoje que a empresa de telecomunicações Starlink, do norte-americano Elon Musk, que já fez parte da Administração Trump, estava já a proporcionar serviços gratuito no Irão, onde a Internet tem estado bloqueada desde 08 de janeiro.

As chamadas via telefone para o estrangeiro foram permitidas na terça-feira, mas ainda não são possíveis contactos de países estrangeiros para o Irão.

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