O suspeito do ataque na Marcha do Orgulho LGBTI+, em Berlim, seria simpatizante do grupo jihadista Estado Islâmico, já condenado anteriormente, sendo que o ataque já motivou reações de vários países europeus.Segundo os meios de comunicação social alemães Der Spiegel e o jornal Bild, Abdul B., apontado como principal suspeito do ataque, tinha tentado juntar-se ao Estado Islâmico na Síria em 2025, mas tinha sido detido no Líbano.Cidadão alemão, tinha sido repatriado para o seu país, onde foi condenado em 2026, num outro processo, segundo estes meios de comunicação, por "preparação de um ato de violência grave que colocava em risco a segurança do Estado". .O ataque ocorreu na noite de sábado, quando uma carrinha branca embateu contra pessoas reunidas no parque Tiergarten, junto ao percurso do desfile do orgulho LGBTQ+, provocando a morte de uma pessoa e pelo menos 16 feridos. Alguns dos feridos estão em estado crítico.O atropelamento em massa já motivou reações por parte de vários países europeus. O Presidente francês, Emmanuel Macron expressou hoje a sua "emoção e solidariedade" perante o "ataque odioso" ocorrido na véspera do Dia do Orgulho LGBTI em Berlim."Os nossos pensamentos estão com as vítimas, os seus familiares e o povo alemão. Perante o ódio e a violência, a nossa resposta será sempre a unidade, a liberdade e a firmeza", afirmou numa mensagem publicada na rede social X.Por sua vez, a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, sublinhou, na rede X, que "Itália condena e opõe-se firmemente a qualquer forma de ódio e extremismo", garantindo que o país está "ao lado da Alemanha e do povo alemão".Também o Governo espanhol, através do Ministério dos Negócios Estrangeiros, transmitiu as suas "mais sinceras condolências e solidariedade" ao povo alemão pelas vítimas do ataque.Espanha e a Alemanha partilham os valores de "liberdade, igualdade e dignidade" que o Orgulho representa, assinala o comunicado emitido pelo ministério liderado por José Manuel Albares."Condenamos com a maior firmeza este tipo de ataques. O ódio e a violência não têm lugar nas nossas sociedades", sublinha a mesma nota, acrescentando que Espanha estará "sempre ao lado da comunidade LGTBIQ+".Também numa mensagem publicada nas redes sociais, a presidente da Comissão Europeia manifestou hoje sua solidariedade para com as e salientou que esta celebração é "sinónimo dos valores fundamentais da UE"."Manifesto as minhas mais sinceras condolências às vítimas do atentado perpetrado contra o desfile do Christopher Street Day (CSD) de Berlim, bem como aos seus familiares e amigos", escreveu Ursula von der Leyen. .Também a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, apresentou hoje condolências às vítimas, sublinhando que “o ódio e a violência não têm lugar na Europa de liberdade e respeito (…) Continuaremos unidos contra aqueles que querem semear o medo e a divisão”, afirmou.Hoje, a polícia alemã lançou um mandado de captura contra um homem de 21 anos suspeito de ter conduzido a carrinha contra pessoas que participavam numa manifestação e que provocou um morto e 16 feridos.O aviso, publicado na internet pela polícia, pede ajuda para localizar um jovem de 21 anos identificado como Abdul B., suspeito de ter atropelado várias pessoas com um veículo em movimento.Segundo as autoridades, uma ou mais pessoas terão abandonado a viatura após o embate, com transeuntes a relatarem ter sido esfaqueados após o incidente com o veículo.No sábado, a polícia indicou que o suspeito tem ligações a grupos islâmicos na capital alemã.O chanceler alemão, Friedrich Merz, classificou o ataque como “abominável”. “O ataque será esclarecido e punido com toda a severidade”, acrescentou..Polícia alemã emite mandado de captura contra suspeito de ataque a evento LGBTQ+ .Condutor atropela participantes de celebração LGBTQIA+ em Berlim. Há um morto e 15 feridos