Jair Bolsonaro, ex-presidente brasileiro.
Jair Bolsonaro, ex-presidente brasileiro.FOTO: ANDRE BORGES/EPA

Supremo pede explicações a Bolsonaro após filho gravar vídeo para o pai nos EUA

Pedido de esclarecimento foi feito pelo juiz Alexandre de Moraes, que converteu a prisão de Bolsonaro para regime domiciliário, e proibiu o ex-presidente brasileiro de utilizar meios de comunicação.
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O Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil pediu esta segunda-feira, 30 de março, explicações a Jair Bolsonaro sobre um alegado incumprimento das regras da prisão domiciliária, após uma publicação nas redes sociais de um dos filhos do ex-presidente brasileiro.

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro declarou ter gravado um vídeo nos Estados Unidos, durante um evento de políticos conservadores, para mostrar ao pai.

O pedido de esclarecimento foi feito pelo juiz do STF Alexandre de Moraes, que converteu a prisão de Bolsonaro para regime domiciliário, e proibiu o ex-presidente brasileiro de utilizar o telefone, telemóvel ou qualquer outro meio de comunicação externo, e ainda a utilização de redes sociais.

"Vocês sabem por que eu estou gravando este vídeo? Porque eu estou mostrando ele ao meu pai. E vou provar a todo mundo no Brasil que você não pode calar um movimento prendendo de forma injusta o líder desse movimento", discursou o ex-deputado federal durante a Conferência da Ação Política Conservadora (CPAC).

Agora, a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro tem até 24 horas para explicar ao STF a publicação de Eduardo Bolsonaro.

No mesmo evento, Flávio Bolsonaro, filho mais velho do ex-presidente brasileiro, senador e pré-candidato à presidência do Brasil, reforçou-se ideologicamente como aliado da administração de Donald Trump.

“O Brasil vai ser o campo de batalha onde o futuro do hemisfério será decidido, porque o Brasil é a solução dos Estados Unidos para quebrar a dependência da China por minerais críticos, especialmente elementos de terras raras”, declarou no domingo.

A declaração do político ‘bolsonarista’ provocou reação na esquerda brasileira e no Governo, que acusou Flávio Bolsonaro de submissão aos interesses dos Estados Unidos.

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais do Brasil, Gleisi Hoffmann, utilizou as redes sociais para dizer que “os ‘vendilhões’ da pátria não tomam jeito”.

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