Um tribunal sírio condenou esta terça-feira (11 de agosto) o ex-presidente Bashar al-Assad à morte, considerando-o culpado por crimes contra a humanidade e crimes de guerra durante o conflito de 14 anos na Síria, que fez cerca de meio milhão de mortos.Esta é a primeira sentença contra o ex-presidente desde que, em dezembro de 2024, o seu regime caiu durante uma ofensiva dos rebeldes liderados por Ahmed al-Sharaa, o atual presidente sírio. Assad vive exilado na Rússia e foi condenado à revelia, junto com o seu irmão mais novo, Maher al-Assad, que fugiu com ele.O ex-presidente governou desde 2000, tendo sucedido ao falecido pai, Hafez al-Assad, que estava no poder desde 1971.O tribunal concluiu que, enquanto principal responsável político e militar do país, Assad utilizou os aparelhos do Estado para reprimir a oposição e cometer abusos contra a população civil ao longo do conflito iniciado em 2011 - no rescaldo das Primaveras Árabes noutros países. O irmão do ex-presidente, antigo comandante da 4.ª Divisão do Exército sírio, também foi condenado à morte à revelia, juntamente com outros antigos responsáveis do regime. O processo também incluía Atef Najib, primo de Assad e antigo responsável pela segurança na província de Daraa que foi detido em janeiro de 2025 e era um dos poucos sob a custódia das autoridades sírias. Najib foi condenado à morte por assassinatos, tortura e outros crimes relacionados com a repressão dos protestos que desencadearam a guerra civil. .Al-Sharaa: da lista de terroristas a reunir com Trump na Casa Branca.Antigo líder sírio Bashar al-Assad alvo de tentativa de assassínio por envenenamento na Rússia.Justiça emite mandado de prisão contra Bashar al-Assad por crimes contra populares