A rutura dos carris em Adamuz, Espanha, que esteve na origem do acidente ferroviário em que morreram 46 pessoas aconteceu na véspera do descarrilamento do comboio de alta velocidade que depois provocou o descarrilamento de uma segunda composição. Esta é uma das conclusões de um relatório da Guardia Civil divulgado esta quarta-feira, 8 de abril, pela imprensa espanhola. De acordo com esse mesmo documento, uma falha nos sistemas de sinalização terá impedido o acionamento de um alerta e terá ainda ocorrido um erro no kit de soldadura.O relatório corrobora a existência de uma rotura neste troço, concretamente no marco quilométrico 318+681, que ocorreu às 21h46 do dia 17 de janeiro, um dia antes da tragédia.A investigação, que prossegue com a audição de testemunhas e a recolha de documentação técnica, exclui as hipóteses de sabotagem, terrorismo ou negligência dos maquinistas, sendo que todos testaram negativo nos exames toxicológicos.Na sequência deste acidente - o terceiro acidente ferroviário mais grave em Espanha desde o de El Cuervo, em Sevilha, em 1972, em que morreram 86 pessoas -, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, prometeu que a verdade seria descoberta. "E, quando soubermos a resposta, divulgá-la-emos ao público com total transparência”, disse.Segundo o relatório preliminar da comissão independente de investigação do desastre conhecido a 23 de janeiro, uma fissura num carril poderá ter provocado o acidente ferroviário..Descarrilamento em Espanha. Sánchez diz que Estado "fará justiça, se necessário"