Rússia diz ter atacado três centros de treino militar, um deles a 30 kms da Polónia

Um porta-voz do Ministério da Defesa russo garantiu que várias brigadas ucranianas perderam as suas capacidades de combate e assumiu que os ataques serviram para mostrar que a Rússia pode atacar qualquer parte da Ucrânia.

A Rússia anunciou este domingo que suas forças realizaram ataques contra três centros de treino militar no norte e no oeste da Ucrânia, incluindo um a 30 quilómetros da fronteira polaca, poucos dias antes da cimeira da NATO.

Os bombardeamentos foram realizados com "armas de alta precisão das forças aeroespaciais da Rússia e mísseis Kalibr", disse o porta-voz do Ministério da Defesa russo, Igor Konashenkov, em comunicado.

Entre os alvos estava um centro de treino militar para forças ucranianas no distrito de Starychi, na região de Lviv, a cerca de 30 quilómetros da fronteira com a Polónia, país membro da NATO. Os outros dois centros de treino situavam-se na região central de Zhytomyr e na região norte de Chernihiv.

Konashenkov não disse quando ou de onde os mísseis foram disparados. No entanto, Kiev disse no sábado que a Rússia tinha realizado ataques a partir da vizinha Bielorrússia, no norte da Ucrânia. Acusações que Moscovo não comentou.

Após os ataques, várias brigadas ucranianas "perderam completamente as suas capacidades de combate", disse Konashenkov, acrescentando que "os planos de implantá-las em zonas de combate foram frustrados".

Os ataques serviram como um lembrete de que a Rússia é capaz de atacar qualquer parte da Ucrânia, mesmo com a maior parte de sua operação decorrendo agora no leste e no sul do país.

Autoridades ucranianas informaram que houve ataques russos na capital Kiev na manhã deste domingo, mas Konashenkov não mencionou isso no comunicado.

Os ataques russos ocorrem quando uma cimeira do G7 foi iniciada este domingo na Alemanha e antes de uma reunião da NATO em Madrid, de decorrerá entre terça e quinta-feira.

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