Reino Unido posiciona navio de guerra no Médio Oriente para futura missão internacional no estreito de Ormuz
EPA/DIVYAKANT SOLANKI

Reino Unido posiciona navio de guerra no Médio Oriente para futura missão internacional no estreito de Ormuz

Governo britânico diz que pré-posicionamento do HMS Dragon visa garantir que o Reino Unido esteja pronto, no âmbito de uma coligação multinacional, para garantir a segurança do estreito de Ormuz.
Publicado a
Atualizado a

O Reino Unido anunciou este sábado, 9 de maio, que irá “pré-posicionar no Médio Oriente” um navio de guerra, atualmente no Mediterrâneo, em antecipação à mobilização de uma futura missão internacional de segurança do transporte marítimo no Estreito de Ormuz.

“Este pré-posicionamento do HMS Dragon insere-se num planeamento rigoroso que visa garantir que o Reino Unido esteja pronto, no âmbito de uma coligação multinacional liderada conjuntamente pelo Reino Unido e pela França, para garantir a segurança do estreito, quando as condições o permitirem”, indicou o ministério da Defesa britânico.

Em meados de abril, vários países não diretamente envolvidos no conflito desencadeado a 28 de fevereiro pelos ataques americano-israelitas ao Irão manifestaram-se dispostos a implementar uma “missão neutra” para garantir a segurança do estreito.

O objetivo é “acompanhar e proteger os navios mercantes que transitarão pelo Golfo”, declarou o presidente francês Emmanuel Macron. O primeiro-ministro britânico Keir Starmer referiu-se a uma força “pacífica e defensiva”.

Esta missão destina-se a complementar a promovida pelos Estados Unidos, precisou a 1 de maio o ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Jean-Noël Barrot, numa altura em que os Estados Unidos pediram aos europeus que lhes prestassem assistência para garantir a segurança da passagem pelo estreito.

O bloqueio por Teerão desta passagem estratégica para o transporte marítimo, nomeadamente de hidrocarbonetos, abalou a economia mundial, e cerca de 1500 navios e 20.000 tripulantes encontram-se ainda retidos.

Situação de "relativa calma" no estreito de Ormuz após confrontos entre as forças do Irão e dos EUA

Enquanto se espera pela resposta de Teerão à proposta de Washington, que inclui 14 pontos, para acabar com a guerra, a situação manteve-se este sábado "relativa calma" no estreito de Ormuz, relata a Reuters, depois dos confrontos de sexta-feira entre as forças iranianas e norte-americanas.

O estreito tornou-se um importante foco de tensões entre os Estados Unidos e o Irão, e ocorrem confrontos esporádicos apesar do cessar-fogo em vigor desde 8 de abril entre os dois países.

Washington, por seu lado, mantém um bloqueio aos portos iranianos, enquanto as negociações para pôr fim de forma duradoura às hostilidades estão num impasse.

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou na sexta-feira que os EUA contavam com uma resposta do Irão em poucas horas, mas tal ainda não se verificou.

Reino Unido posiciona navio de guerra no Médio Oriente para futura missão internacional no estreito de Ormuz
Trump ameaça com bombardeamentos se Irão não aceitar acordo. China apresenta proposta de paz aos iranianos
Diário de Notícias
www.dn.pt