“Quero matar-te.” Ministro israelita ameaça prisioneiro do Hamas
O ministro da Segurança Nacional de Israel Itamar Ben Gvir publicou um vídeo no qual ameaçou matar um prisioneiro, no caso um terrorista a cumprir pena por ter matado 45 pessoas num atentado, em 1996.
Rodeado de guardas prisionais armados e mascarados, Hassan Salameh, condenado a prisão perpétua, ouviu Ben Gvir começar por dizer que participou nas manifestações que se seguiram ao seu atentado para o endurecimento das condições dos terroristas. “Mataste crianças, mulheres, homens e também soldados. Hoje completou-se o ciclo. Estas são as condições que estabeleci para ti, mas isto não fica por aqui. Eu quero matar-te. Eu quero executar-te”, diz Ben Gvir, de dedo em riste, atrás dos guardas.
O ministro viu aprovada legislação que permite aplicar pena de morte a terroristas palestinianos, embora ainda não tenha sido posta em prática.
Ao condenar o vídeo de Ben Gvir, o Hamas classificou-o de “provocação” e “uma violação flagrante de todas as leis internacionais”. O Hamas foi responsável pelos ataques de 7 de outubro de 2023 em Israel.
Ben Gvir, líder do partido de extrema-direita Poder Judaico, tem um longo historial de comportamentos incivilizados. Por exemplo, em maio, publicou um vídeo no qual humilhava ativistas da flotilha de ajuda a Gaza. Estes tinham sido detidos em águas internacionais, e estavam ajoelhados com as mãos atadas atrás das costas. Mais recentemente, sugeriu “execuções selecionadas” todos os dias em Gaza, de 30 a 40 pessoas, tendo ainda dito que “eles nem sequer são pessoas”.
O extremismo de Ben Gvir valeu-lhe a aplicação de sanções por parte de 12 países ocidentais. Em agosto, partidos alemães, da extrema-esquerda à extrema-direita, pediram a aplicação de sanções a nível europeu na sequência das declarações "desumanizantes" sobre os palaestinianos de Gaza.

