O local da colisão entre dois comboios de alta velocidade, Iryo e AVE, na localidade de Urda, em Toledo.
O local da colisão entre dois comboios de alta velocidade, Iryo e AVE, na localidade de Urda, em Toledo.EPA / CHEMA MOYA

Espanha. Procuradoria Europeia investiga possíveis fraudes em fundos da linha onde ocorreu acidente ferroviário

Em março deste ano, a Procuradoria Europeia já tinha aberto uma outra investigação relacionada com a mesma infraestrutura ferroviária.
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A Procuradoria Europeia anunciou esta sexta-feira, 6 de novembro, uma investigação, a segunda este ano, sobre possíveis fraudes na utilização de fundos da União Europeia destinados à modernização da linha ferroviária entre Madrid e Sevilha, onde ocorreu o acidente ferroviário de Urda.

“A Procuradoria Europeia, em Madrid (Espanha), está a realizar, hoje, diligências de investigação nas instalações do Administrador de Infraestruturas Ferroviárias, da Agência Estatal de Segurança Ferroviária e do Tribunal de Contas de Espanha”, indica o organismo em comunicado.

De acordo com a Procuradoria Europeia, “estas diligências surgem na sequência da abertura de uma investigação sobre uma possível fraude que poderá envolver fundos da União Europeia destinados à renovação e modernização dos sistemas de segurança, sinalização e comunicações da linha ferroviária de alta velocidade Madrid-Sevilha, onde ocorreu o trágico acidente de 28 de outubro de 2026, perto de Urda, na província de Toledo”.

Em março deste ano, a Procuradoria Europeia já tinha aberto uma outra investigação relacionada com a mesma infraestrutura ferroviária.

A atual investigação conta com o apoio da Unidade Central Operacional da Guarda Civil espanhola e foi aberta por iniciativa da própria Procuradoria Europeia.

A Procuradoria Europeia não estabeleceu, contudo, qualquer relação direta entre as suspeitas de fraude e as causas do acidente de Urda, que envolveu uma composição da Renfe e outra da operadora Iryo, em que morreram 69 pessoas.

Este foi o segundo acidente com vítimas mortais este ano com comboios de alta velocidade em Espanha, depois de em 18 de janeiro terem morrido 46 pessoas em Adamuz, Córdova.

O ministro dos Transportes espanhol, Oscar Puente, pediu a demissão na terça-feira, na sequência do acidente.

Inaugurada em 1992, Espanha possui uma rede ferroviária de alta velocidade de 3.993 quilómetros, que liberalizou e abriu à concorrência no final de 2020.

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