O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a Rússia e a China estão a realizar testes nucleares "mas não falam sobre isso", sem especificar a natureza dos mesmos, numa entrevista à CBS transmitida no domingo, 2 de novembro."A Rússia faz testes, e a China faz testes, mas não falam sobre isso", afirmou o presidente norte-americano numa entrevista com o programa "60 Minutes" da estação de televisão norte-americana."Vamos fazer testes porque outros fazem testes. A Coreia do Norte faz testes. O Paquistão faz testes", afirmou também. "Sabe, por mais poderosas que sejam [as armas nucleares], o mundo é grande. Não se sabe necessariamente onde eles fazem testes. Eles fazem testes subterrâneos, em profundidade, onde as pessoas não sabem realmente o que está a acontecer. Sente-se uma pequena vibração. Eles fazem testes e nós não. Temos de fazer"."O que estou a dizer é que vamos fazer testes nucleares como outros países fazem", insistiu Donald Trump, sem responder especificamente a uma pergunta sobre a detonação de cargas nucleares, algo que os Estados Unidos não fazem desde 1992. . O secretário da Energia norte-americano, Chris Wright, indicou no domingo na Fox News que não se tratava de "explosões nucleares"."São o que chamamos 'explosões não críticas', ou seja, testa-se todas as outras partes de uma arma nuclear para garantir que elas tenham a geometria adequada e que desencadeiem a explosão nuclear", explicou."Os testes que vamos realizar são em novos sistemas e, mais uma vez, trata-se de explosões não nucleares", insistiu o ministro.Donald Trump suscitou grande preocupação e protestos em todo o mundo quando anunciou na quinta-feira que deu ordens ao Pentágono para "começar a testar as armas nucleares [dos EUA] em pé de igualdade" com a Rússia e a China.Desde então, Trump reiterou a intenção de retomar os testes com armas nucleares, sem dizer exatamente o que planeava fazer.A dúvida permanece: Trump está a falar de testes com armas capazes de transportar uma ogiva nuclear ou de detonações de cargas nucleares?Esta decisão do inquilino da Casa Branca surge num contexto de tensões geopolíticas, num momento em que a retórica nuclear voltou à ribalta com a invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022.Nenhuma potência realizou oficialmente um ensaio nuclear nas últimas três décadas, com exceção da Coreia do Norte (seis vezes entre 2006 e 2017). A Rússia não realiza ensaios desde 1990 e a China desde 1996.Em contrapartida, muitos países, com os Estados Unidos à frente, realizam regularmente testes de vetores - mísseis, submarinos, caças ou outros.Washington é signatária do Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares (TICE). Realizar uma explosão nuclear constituiria uma violação flagrante desse tratado..Trump ordena início de testes de armas nucleares dos Estados Unidos.Donald Trump "não acredita" que Estados Unidos entrem em guerra com Venezuela.Na mesma entrevista ao programa "60 Minutes", da CBS, Donald Trump, disse que "não acredita" que os Estados Unidos entrarão em guerra com a Venezuela, mas evitou confirmar ou negar se o seu governo tem planos de ataque.Quando questionado sobre se os Estados Unidos "entrarão em guerra com a Venezuela", Trump respondeu: "Duvido. Não acredito nisso. Mas eles têm-nos tratado muito mal", após o que mencionou o tráfico de drogas e a imigração ilegal de criminosos venezuelanos para os Estados Unidos.Posteriormente, quando questionado pela jornalista Norah O'Donnell sobre possíveis ataques dos Estados Unidos a alvos em território venezuelano, Trump respondeu que não queria dizer "se é verdade ou não" e acrescentou que não revelaria "a uma jornalista" se os Estados Unidos vão "atacar ou não".Antes, ao descer do Air Force One, Trump foi questionado sobre eventuais planos concretos dos Estados Unidos para um ataque à Venezuela, ao que respondeu de forma semelhante."Como posso responder a uma pergunta como essa? Há planos para um ataque à Venezuela? Quem diria isso? Supondo que houvesse, acha que lhe diria isso? Honestamente? Sim, temos planos. Temos planos muito secretos", acrescentou, criticando novamente a pergunta."Olhe, vamos ver o que acontece com a Venezuela", afirmou, antes de retomar o argumento de que o Governo da Venezuela "enviou [para os Estados Unidos] milhares de pessoas de prisões, instituições psiquiátricas e viciados em drogas".Na entrevista com a CBS, pressionado sobre a presença de um porta-aviões nas águas das Caraíbas, em referência ao USS Gerald Ford, que é o maior e mais sofisticado porta-aviões norte-americano, e que pode sugerir uma operação aérea contra a Venezuela, Trump respondeu com ironia: "tem que estar em algum lugar, é muito grande".Em termos gerais, Trump interrompeu a jornalista para falar sobre imigração cada vez que O'Donnel tentou retomar as perguntas relacionadas com um eventual ataque militar à Venezuela, evitando dar respostas concretas, mas quando questionado sobre "se [o Presidente venezuelano, Nicolás] Maduro tem os dias contados", foi rápido a responder: "Eu diria que sim, acho que sim".Trump e o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, negaram na sexta-feira que os Estados Unidos estejam a preparar-se para atacar a Venezuela, apesar do aumento indiscutível da pressão militar sobre Caracas.A campanha de ataques aéreos realizada desde o início de setembro contra embarcações de alegados narcotraficantes nas Caraíbas, apresentada por Washington como uma luta contra o tráfico de drogas, aumentou as tensões regionais, especialmente com a Venezuela e a Colômbia. Os dezasseis ataques conhecidos resultaram em, pelo menos, 65 execuções sumárias dos ocupantes das embarcações visadas..Rússia defende teste de míssil nuclear de longo alcance como resposta ao “militarismo europeu”.EUA preparam-se para bombardear instalações militares na Venezuela