O PP de Alberto Núñez Feijóo deu mais um passo para um acordo pós-eleitoral com o Vox.
O PP de Alberto Núñez Feijóo deu mais um passo para um acordo pós-eleitoral com o Vox.EPA/SALVADOR SAS

PP e Vox acordam listas para o Senado

Anúncio dos partidos de centro-direita e extrema-direita de Espanha segue-se a um acordo semelhante do PSOE com os partidos de de esquerda e extrema-esquerda.
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O Partido Popular (PP) e o Vox chegaram a acordo sobre a apresentação de listas para o Senado em resposta ao acordo alcançado há dias entre o Partido Socialista (PSOE), Podemos e Frente Ampla, a coligação de partidos da esquerda que concorre às eleições legislativas de 29 de novembro em Espanha e que tem Ada Colau como líder.

Segundo informações recolhidas pela agência EFE, o acordo entre o PP e o Vox, obtido no último dia, resultou de semanas de negociações e que, segundo fontes do partido de centro-direita, não foi fácil chegar a um entendimento. Em conferência de imprensa, o secretário-geral do PP, Miguel Tellado, disse que o seu partido vai abdicar de apresentar listas próprias em três províncias (Girona, Guipúzcoa e Tarragona).

Já o partido de extrema-direita não vai a votos em seis províncias (Baleares, Cádiz, Castellón, Las Palmas, Santa Cruz de Tenerife e Valência), e, em troca, candidatos independentes indicados por si entram nas listas do PP. “O entendimento entre os dois partidos tem como objetivo proteger a maioria do centro-direita no Senado contra os movimentos da esquerda radical para a conquistar”, disse Tellado.

Com base num estudo preparado pelo partido do primeiro-ministro Pedro Sánchez , a lista unida de PSOE, Podemos e Frente Ampla, finalizada no dia 16, pode eleger 129 senadores entre os 209 em jogo nestas eleições. Ou seja, a esquerda ficaria com maioria absoluta. Há um total de 267 senadores. A Frente Ampla ficou com 30% dos lugares nas listas conjuntas.

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