Paulo Rangel, ministro dos Negócios Estrangeiros
Paulo Rangel, ministro dos Negócios EstrangeirosTIAGO PETINGA/LUSA

Portugal só irá aderir ao Conselho de Paz se se cingir ao conflito israel-palestiniano, diz Rangel

“O ‘Board of Peace’ [Conselho de paz] é perfeitamente enquadrável se se restringir a Gaza”, afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros.
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Portugal só irá aderir ao Conselho de Paz criado pelo presidente norte-americano se o âmbito da organização se cingir ao conflito israelo-palestiniano, afirmou esta terça-feira, 27 de janeiro, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel.

“O ‘Board of Peace’ [Conselho de paz] é perfeitamente enquadrável se se restringir a Gaza”, afirmou Paulo Rangel na sua intervenção numa conferência sobre “O futuro da segurança da Europa”, na Fundação Gulbenkian, em Lisboa.

A organização “foi proposta pelos Estados Unidos para este conflito israelo-palestiniano, gostaríamos que se cingisse a isso”, reforçou, lembrando que a posição é seguida por outros Estados, incluindo o Brasil.

Criado oficialmente na quinta-feira passada, o Conselho de Paz foi anunciado como um organismo com o objetivo de aplicar o plano de Washington para pôr fim à guerra na Faixa de Gaza, mas o tratado fundador revela um mandato muito mais vasto, apresentando-se como uma organização alternativa às Nações Unidas.

Presidido por Donald Trump, o Conselho de Paz enviou convites de adesão a vários países, incluindo Portugal, sendo que o preço de um lugar permanente é de mil milhões de dólares (854,3 mil milhões de euros).

Trump tem sido muito crítico da ONU, criada em 1945, no rescaldo da II Guerra Mundial, que conta atualmente com 193 Estados-membros.

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