O Governo português condenou esta terça-feira "liminarmente os ataques do Irão a Israel e à sua população civil", destacando que "só a contenção de todas as partes pode evitar uma escalada de consequências imprevisíveis".."O Governo português condena liminarmente os ataques do Irão a Israel e à sua população civil. O Irão deve cessar imediatamente as hostilidades. Só a contenção de todas as partes pode evitar uma escalada de consequências imprevisíveis", pode ler-se, numa nota na rede social X do Ministério dos Negócios Estrangeiros..O ministério liderado por Paulo Rangel partilhou também a publicação, na mesma rede social, do chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Josep Borrell, em que condenou "com a maior firmeza" e nos "termos mais veementes" os ataques do Irão com mísseis balísticos contra Israel, que constituem "uma séria ameaça" à segurança regional.."O perigoso ciclo de ataques e retaliações corre o risco de se descontrolar. É necessário um cessar-fogo imediato em toda a região. A UE continua plenamente empenhada em contribuir para evitar uma guerra regional", destacou Josep Borrell..O Irão lançou hoje cerca de 200 mísseis contra Israel, em retaliação pelos assassinatos do líder do Hamas, Ismail Haniyeh, do chefe do Hezbollah, Hasan Nasrallah, e de um general iraniano..Segundo as Forças de Defesa de Israel (IDF), a maioria dos mísseis foi intercetada com o apoio dos Estados Unidos, que já garantiu que vai coordenar com os israelitas a resposta a Teerão..O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, realçou hoje à noite que o Irão "cometeu um erro grave" ao atacar o seu país e que "pagará o preço", enquanto o líder supremo do Irão, Ali Khamenei, afirmou que "a vitória pertence aos defensores da justiça".