Paweł Zalewski
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Polónia recusa instalação de armas nucleares aliadas no seu solo

Varsóvia reafirma compromisso com a dissuasão da NATO, mas afasta o estacionamento físico de ogivas apesar dos alertas crescentes de uma ameaça militar russa.
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A Polónia não pretende receber armas nucleares de países aliados no seu território, garantiu esta quinta-feira (27 de agosto) o vice-ministro da Defesa polaco, Paweł Zalewski, durante uma conferência de imprensa na sede da NATO, em Bruxelas. A declaração, avançada pela publicação Politico, é o posicionamento mais categórico assumido por Varsóvia relativamente ao acolhimento de armamento nuclear.

"Gostaria de afirmar de forma muito clara e aberta: a Polónia não quer ter ogivas nucleares no seu território", disse o governante, vincando que o país pretende "participar na dissuasão nuclear da NATO", o que "não significa ter uma ogiva nuclear" em solo polaco.

O esclarecimento surge após períodos de ceticismo e de conversações preliminares com os EUA sobre a possível expansão do dispositivo de dissuasão norte-americano na Europa.

Paralelamente, Varsóvia integrou também uma iniciativa liderada por França com vista ao alargamento da capacidade de dissuasão de Paris no espaço europeu.

No plano interno, a matéria regista nuances políticas: o Presidente polaco, Karol Nawrocki, admitiu anteriormente a hipótese de o país vir a desenvolver um programa próprio de armamento nuclear no futuro.

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