Protestos na capital da Gronelândia em janeiro.
Protestos na capital da Gronelândia em janeiro.EPA/CHRISTIAN KLINDT

PM da Dinamarca diz que um ataque dos EUA à Gronelândia ditaria o fim da NATO

A crise desencadeada pelo desejo de Donald Trump de assumir o controlo da Gronelândia abrandou nas últimas semanas, mas a primeira-ministra lamenta que as tensões não tenham cessado.
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A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, afirmou neste sábado, 14 de fevereiro, que um ataque dos Estados Unidos à Gronelândia para reivindicar o seu controlo representaria simplesmente o fim da NATO.

"Se um país da NATO atacar outro país da NATO, a NATO acaba. Fim de jogo", declarou a primeira-ministra da Dinamarca, que tem o território sob sua jurisdição.

A crise desencadeada pelo desejo do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de assumir o controlo da Gronelândia abrandou nas últimas semanas, mas a primeira-ministra lamenta que as tensões não tenham cessado.

"A crise, infelizmente, não terminou. O desejo do Presidente dos Estados Unidos continua a ser o mesmo. E todos nós discordamos — o Reino da Dinamarca, a Europa e até alguns dos nossos amigos americanos", declarou Frederiksen na Conferência de Segurança de Munique, acompanhada pelos presidentes da Finlândia e de Espanha, Alexander Stubb e Pedro Sánchez, bem como pelo senador democrata norte-americano Chris Coons.

"Não se pode atribuir um preço à Gronelândia, tal como não se pode atribuir um preço a uma parte de Espanha. É um dos princípios democráticos mais básicos: respeitar a soberania dos Estados; e o princípio da autodeterminação deve ser respeitado. Eles querem ser o povo da Gronelândia, não os americanos", afirmou.

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