Parlamento húngaro levanta imunidade a Magyar para primeiro-ministro responder por alegado roubo de telemóvel
O Parlamento húngaro aprovou, esta segunda-feira, 28 de setembro, o levantamento da imunidade de três deputados, um deles o próprio primeiro-ministro Péter Magyar.
Foi o próprio chefe do governo que pediu para os deputados votarem a favor do requerimento do Ministério Público, querendo defender-se de uma acusação que considera "politicamente motivada".
“Quem não tem nada a esconder apresenta-se abertamente”, disse, referindo-se ao seu pedido anterior para que o seu partido Tisza (que tem uma maioria de dois terços no Parlamento) votasse a favor do levantamento da sua imunidade.
Magyar está a ser investigado por alegado roubo em junho de 2024, depois de ter tirado o telemóvel a uma pessoa que o filmava numa discoteca e lançado o aparelho ao rio Danúbio.
O primeiro-ministro nega que essa conduta seja roubo e criticou os procuradores (alega que o Ministério Público é o uma das últimas entidades controladas pelo anterior governo) por terem pedido o levantamento da sua imunidade ao mesmo tempo que a de dois ex-ministros de Viktor Orbán -- alegando que o objetivo era associá-lo ao crime de corrupção.
Se o alegado crime de Magyar causou eventuais danos que rondam as centenas de euros, os alegados crimes dos ex-ministros de Orbán envolvem o desvio de dezenas de milhões de euros em fundos públicos e implicam milhões de euros em subornos.
Os ex-ministros investigados são Miklós Seszták, ministro do Desenvolvimento Nacional entre 2014 e 2018, acusado de um desvio de 30 milhões de euros relacionado com a aquisição estatal de autocarros, e Balázs Hankó, ministro da Cultura entre 2024 e 2026, que responde por gestão desleal do património devido à alegada utilização ilícita de 46 milhões de euros do Fundo Nacional de Cultura (NKA).

