Parlamento Europeu chumba moção de censura à Comissão Europeia
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Parlamento Europeu chumba moção de censura à Comissão Europeia

Moção de censura foi apresentada pelo grupo de extrema-direita Patriotas pela Europa, que acusou o Executivo comunitário de ter prejudicado os agricultores europeus com o acordo UE-Mercosul.
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O Parlamento Europeu chumbou esta quinta-feira, 22 de janeiro, uma moção de censura à Comissão Europeia apresentada pelo grupo político de extrema-direita Patriotas pela Europa, que acusava o executivo de ter prejudicado os agricultores europeus com o acordo UE-Mercosul.

A moção de censura foi chumbada com 390 votos contra, 165 a favor e 10 abstenções, muito longe da maioria de dois terços dos eurodeputados necessária para ser aprovada.

No texto da moção de censura, entregue pelos Patriotas pela Europa, o grupo, integrado pelo Chega, criticava a aprovação do acordo comercial UE-Mercosul, acusando o executivo comunitário de ter “ignorado a oposição forte e repetida de vários parlamentos nacionais, do Parlamento Europeu e dos agricultores europeus”.

Para este grupo político europeu, o acordo comercial “é contrário aos interesses da UE e dos seus cidadãos, uma vez que põe em risco um vasto leque de setores agrícolas, expondo agricultores, trabalhadores e pequenas e médias empresas europeias à concorrência desleal”.

Os Patriotas pela Europa pediam a demissão do executivo comunitário de Ursula von der Leyen por considerarem que “a UE e a Comissão estão mais fragilizadas hoje do que nunca, devido à incapacidade persistente da presidente em ouvir os agricultores e os cidadãos e em responder aos desafios mais urgentes da União”.

Esta foi a quarta moção de censura enfrentada pela Comissão Europeia neste mandato. Todas foram chumbadas.

Para uma moção de censura ser aprovada, é necessária uma maioria de dois terços dos eurodeputados. Os Tratados da UE estabelecem que a aprovação implica a demissão da Comissão Europeia.

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