ONU denuncia ataque israelita contra comboio de ajuda em Gaza
EPA/ATEF SAFADI

ONU denuncia ataque israelita contra comboio de ajuda em Gaza

Israel e o Hamas travam uma guerra desde 7 de outubro, dia do ataque do grupo palestiniano que causou cerca de 1.200 mortos. Como represália, as forças israelitas lançaram uma ofensiva contra a Faixa de Gaza, onde já morreram mais de 21 mil pessoas, segundo o Hamas.
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O Irão executou esta sexta-feira quatro pessoas condenadas por colaborarem com Israel, na província do Azerbaijão Ocidental, no noroeste do país, informou a agência de notícias da autoridade judicial.

"Quatro membros de um grupo de sabotagem ligado ao regime sionista [Israel] foram enforcados esta manhã", afirmou o Mizan Online.

Os executados, três homens, Vafa Hanareh, Aram Omari e Rahman Parhazo, e uma mulher, Nasim Namazi, foram considerados culpados de "guerra contra Deus", "corrupção na terra" e "colaboração com o regime sionista".

A mesma fonte indicou que o grupo foi também acusado de ter "realizado ações em grande escala contra a segurança do país sob a direção da Mossad", a agência de espionagem israelita.

Lusa

A Agência da ONU de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) acusou hoje o exército israelita de ter disparado contra um dos seus comboios de ajuda na Faixa de Gaza, sem que tenham sido registadas vítimas.

"Os soldados israelitas dispararam contra um comboio de ajuda humanitária quando este regressava do norte de Gaza, utilizando uma rota designada pelo exército israelita", disse o diretor da UNRWA em Gaza, Thomas White, nas redes sociais.

Segundo White, o chefe da caravana internacional e a equipa não ficaram feridos, mas um veículo ficou danificado.

"Os trabalhadores humanitários nunca devem ser um alvo", acrescentou, citado pela agência francesa AFP.

Uma fonte da UNRWA disse à AFP que o incidente ocorreu na tarde de quinta-feira.

Questionado pela agência de notícias francesa, o exército israelita disse que estava a verificar a informação.

O chefe das operações humanitárias da ONU, Martin Griffiths, também criticou duramente as condições em que a ajuda está a ser entregue em Gaza.

"Comboios são alvo de fogo. Atrasos nos pontos de passagem", escreveu nas redes sociais.

Griffiths condenou o facto de os trabalhadores humanitários estarem "eles próprios a ser deslocados e mortos".

Denunciou também que a população traumatizada e exausta estava amontoada num "pedaço de terra cada vez mais pequeno".

"Três níveis de inspeções antes de os camiões poderem entrar. Confusão e longas filas de espera. Uma lista cada vez mais longa de produtos rejeitados", lamentou.

Griffiths afirmou que "a situação é impossível para a população de Gaza e para aqueles que a ajudam".

Lusa

Acompanhe aqui toda a atualidade sobre a guerra no Médio Oriente, entre Israel e o Hamas.

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