Pelo menos oito pessoas morreram esta quarta-feira, 18 de março, durante uma operação policial contra o crime organizado no Rio de Janeiro, informaram as autoridades brasileiras.Entre os mortos está o maior alvo da operação, Cláudio Augusto dos Santos, de 55 anos, identificado como uma figura-chave de um dos maiores grupos criminosos do Brasil, o Comando Vermelho, anunciou o chefe da polícia militar, Marcelo Menezes Nogueira.O conhecido narcotraficante tinha pelo menos oito mandados de captura pendentes por sequestro, tráfico de droga e homicídio. Foi descrito por Menezes Nogueira como "um traficante implacável e sanguinário", que tinha 135 acusações criminais registadas.Outros seis suspeitos foram mortos.A oitava vítima mortal foi um residente local que tinha sido feito refém juntamente com a sua companheira, que sobreviveu.Cerca de 150 membros da unidade de elite da polícia militar do Rio, o BOPE, apoiados por dois veículos blindados, foram mobilizados em várias favelas próximas do bairro de Santa Teresa. Os agentes detiveram 116 pessoas e apreenderam 21 armas, 105 quilos de cocaína e 600 quilos de marijuana.Em retaliação pela operação policial, um autocarro foi incendiado numa importante avenida no centro da cidade. "Eles entraram, mandaram-me tirar os passageiros e incendiaram o autocarro. Aconteceu tudo muito depressa", disse o motorista, Marcio Souza, à AFP.Menezes Nogueira diz que essas ações foram desencadeadas por membros do Comando Vermelho.O Rio de Janeiro há muito que enfrenta disputas territoriais por parte de grupos criminosos. Em outubro do ano passado, pelo menos 117 suspeitos foram mortos, assim como quatro agentes policiais, naquela que foi a maior operação policial da história do Brasil, que gerou confrontos violentes entre a polícia e gangues fortemente armados e equipados com material militar.O presidente Lula da Silva classificou a operação como um "massacre" e organizações de direitos humanos também a criticaram.