Macron e a mulher, Brigitte, em Seul.
Macron e a mulher, Brigitte, em Seul.EPA/JEON HEON-KYUN

"Nem elegantes, nem apropriados": Macron critica Trump por comentários sobre o seu casamento

Presidente norte-americano disse num almoço privado que Brigitte Macron trata "extremamente mal" o marido e que "ele ainda está a recuperar do murro que levou no queixo".
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"Os comentários que ouvi não são nem elegantes, nem apropriados, e não merecem resposta", disse o presidente francês, Emmanuel Macron, questionado sobre as declarações do homólogo norte-americano, Donald Trump, referentes ao seu casamento.

Num almoço privado em Washington, na quarta-feira (1 de abril), e no meio de ataques contra os aliados da NATO, Trump foi mais longe nos seus comentários ao referir-se a Macron.

Além de brincar com o sotaque francês (não é a primeira vez que o faz), Trump disse que a mulher do presidente, Brigitte Macon, trata o marido "extremamente mal" e que ele "ainda está a recuperar do murro que levou no queixo".

O presidente dos EUA estaria a referir-se a um vídeo da chegada do casal ao Vietname, em maio de 2025, onde Brigitte parece dar uma "estalada" ao marido quando eles se preparam para sair o avião.

Na altura Macron desmentiu qualquer "desavença doméstica", falando antes de um "momento de cumplicidade" entre o casal.

Macron e a mulher, Brigitte, em Seul.
Eliseu desmente "estalada" de Brigitte a Macron

Os comentários de Trump surgiram num vídeo partilhado no YouTube da Casa Branca, entretanto removido. Mas que foram entretanto notícia.

Macron foi confrontado com eles à chegada à Coreia do Sul, para uma visita oficial ao país, reiterando que não mereciam resposta numa altura em que "coisas muito graves" dominam a atualidade, nomeadamente a guerra no Irão.

Em relação às ameaças de Trump de sair da NATO, o presidente francês disse que "se criarmos dúvidas diariamente sobre o seu compromisso" com a Aliança Atlântica, "esvaziamos a sua essência.

Em relação à NATO e ao conflito no Médio Oriente, "precisamos de ser sérios, e quando se quer ser sério, não se contradiz todos os dias, e talvez não se deva falar todos os dias", acrescentou Macron.

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