Musk chamado pelo Pentágono para pensar as armas das guerras do futuro
O multimilionário Elon Musk vai ajudar a definir as armas e os sistemas militares que os Estados Unidos poderão precisar nas guerras do futuro. O empresário foi escolhido pelo Pentágono para co-dirigir o Projeto Meridian, uma iniciativa apresentada pelo secretário da Defesa, Pete Hegseth, durante um discurso na base dos Marines em Quantico, na Virgínia.
Musk ficará à frente do projeto juntamente com Palmer Luckey, fundador da empresa de tecnologia militar Anduril, e Newt Gingrich, antigo presidente da Câmara dos Representantes. O grupo reunirá responsáveis do Governo, académicos e empresários para tentar antecipar os cenários de guerra e as tecnologias que poderão ganhar importância nas próximas décadas e será supervisionado por Emil Michael, diretor de Tecnologia do Pentágono.
A equipa, que terá 120 dias para apresentar as primeiras conclusões, deverá concentrar-se na identificação, desenvolvimento e implementação de novos sistemas de armamento.
Os Estados Unidos procuram adaptar as suas Forças Armadas à transformação tecnológica dos campos de batalha e Hegseth defendeu que o País precisa de uma combinação entre armas convencionais de elevada capacidade e grandes quantidades de sistemas autónomos e drones de menor custo.
Na guerra na Ucrânia, os drones tornaram-se uma presença central nos combates e a experiência daquele conflito tem sido apresentada pelo Pentágono como uma das referências para pensar a guerra nas próximas décadas.
Segundo a agência EFE, a iniciativa faz parte de um pacote de seis medidas anunciadas por Hegseth durante seu discurso sobre o "Estado das Forças Armadas", incluindo a criação de um novo comando de quatro estrelas dedicado à guerra autónoma e robótica.

