A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, afirmou na capital dos Estados Unidos que o principal objetivo imediato é "regressar à Venezuela" o mais rapidamente possível."O que eu quero é voltar para a Venezuela", disse Machado aos jornalistas, na terça-feira, 20 de janeiro, em Washington, no Congresso, o parlamento norte-americano, onde manteve vários contactos.A líder da oposição reuniu-se com os congressistas cubano-americanos Mario Díaz-Balart e Carlos Giménez e, posteriormente, com membros da Comissão de Negócios Estrangeiros da Câmara dos Representantes, a câmara baixa do parlamento."A Venezuela será livre. E, assim que libertarmos a Venezuela, continuaremos a trabalhar e teremos uma Cuba livre e uma Nicarágua livre", afirmou Machado, numa conferência de imprensa em que foi acompanhada por Giménez e Díaz-Balart.A Prémio Nobel da Paz de 2025 afirmou que a Venezuela vive um momento histórico, após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro por parte dos Estados Unidos.Em 03 de janeiro, tropas norte-americanas depuseram Maduro durante um ataque na Venezuela que resultou na captura e transferência do líder chavista e da mulher, Cilia Flores, para Nova Iorque, onde ambos enfrentam acusações de tráfico de droga."Não estaríamos aqui se não fosse o empenho, a resiliência, a generosidade e a coragem do povo venezuelano, mas também porque tivemos o apoio, a visão e a coragem de líderes incríveis como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e membros do Congresso", acrescentou Machado.Horas antes, Trump afirmou que gostaria de envolver Corina Machado no futuro da Venezuela, em conferência de imprensa em Washington, no dia em que se assinalou o primeiro ano do seu regresso à Casa Branca."Estamos em negociações com ela e talvez possamos envolvê-la de alguma forma. Gostava muito de poder fazê-lo", declarou sem detalhes.Até à data, os Estados Unidos tinham excluído María Corina Machado do processo de transição, considerando que não tem apoio interno suficiente para liderar o país.O principal democrata na Comissão de Negócios Estrangeiros da Câmara dos Representantes, Gregory Meeks, afirmou, após a reunião com Machado, que a dirigente venezuelana prevê um calendário "diferente do do presidente [Trump]" para a transição para a democracia na Venezuela.."O Nobel era a única coisa que, a nível simbólico, María Corina Machado tinha para poder dar a Trump". Meeks afirmou que Machado, apesar de ter sido pressionada pelos membros da comissão para dar mais detalhes sobre o encontro que teve com Trump apenas quatro dias antes, na Casa Branca, "não quis dizer nada contra o presidente dos Estados Unidos, por isso guardou as suas palavras [de Trump] para si"."Ela teve muito cuidado com as palavras, porque quando se diz algo de que o Presidente não gosta, há repercussões", acrescentou Meeks.O democrata considerou necessário o afastamento do atual Governo da Presidente interina, Delcy Rodríguez, para permitir que os milhões de venezuelanos que fugiram durante a presidência de Maduro regressassem ao país..Corina Machado diz que será eleita presidente da Venezuela "quando chegar a altura certa”