A polícia suíça identificou mais 16 vítimas do incêndio da véspera de Ano Novo em Crans-Montana, elevando o número de vítimas confirmadas para 24, de um total de 40 mortos.Em comunicado, a polícia também informou que os corpos das vítimas recém-identificadas já foram entregues às suas famílias.Os corpos de 24 pessoas, entre as quais 11 menores e seis estrangeiros, foram identificados após o incêndio mortal num bar em Crans-Montana, na Suíça, na noite de Ano Novo, que causou 40 mortos e 119 feridos, anunciou este domingo, 4 de janeiro, a polícia cantonal do Valais.Além dos oito suíços previamente identificados, as autoridades cantonais anunciaram a identificação de outros dez suíços (quatro mulheres e seis homens) com idades entre 14 e 31 anos, dois italianos de 16 anos, um francês de 39 anos, um cidadão com dupla nacionalidade italiana e emiradense de 16 anos, um romeno de 18 anos e um turco de 18 anos.Num comunicado, a polícia indica que também procedeu à devolução às famílias das vítimas identificadas, todas elas falecidas no sinistro que teve origem no bar “Le Constellation”.A tarefa de identificação está a ser realizada pela Polícia Cantonal do Valais e pelo Instituto de Medicina Legal da Suíça.Segundo o comunicado, está-se a trabalhar para identificar todas as vítimas, tanto as mortas como as feridas. A Polícia Cantonal do Valais publicará qualquer nova informação assim que estiver disponível.No incêndio, 119 pessoas ficaram feridas, a maioria com queimaduras muito graves e extensas. Uma portuguesa, originária de Santa Maria da Feira, estará desaparecida. Todavia, não se conhecem ainda os contornos do seu desaparecimento e se este está relacionado com o incêndio na estação de esqui. Inicialmeente, o governo tinha indicado que havia ainda uma emigrante portuguesa ferida. No entanto, concluiu-se que esta não fora uma das vítimas da tragédia e estava no hospital de Sion devido a um “pequeno acidente doméstico”.As autoridades indicaram que não fornecerão mais informações sobre as mortes por respeito à privacidade das vítimas e das suas famílias.No sábado, 3, as autoridades suíças anunciaram a abertura de uma investigação criminal contra os dois gerentes franceses do bar, que são "acusados de homicídio por negligência, lesões corporais por negligência e incêndio por negligência"..Suíça abre investigação criminal contra donos de bar onde se deu tragédia de Ano Novo. A Suíça decretou um dia de luto nacional na próxima sexta-feira, 9 de janeiro. Como sinal adicional de solidariedade nacional, todos os sinos das igrejas da Suíça tocarão às 14:00 locais (13:00 em Lisboa) quando começar a cerimónia em homenagem às vítimas do incêndio, que ocorreu num bar de Crans-Montana."Está também planeado um minuto de silêncio. Neste momento de reflexão, todas as pessoas na Suíça poderão prestar homenagem, a título pessoal, às vítimas da catástrofe", indicou o presidente suíço, Guy Parmelin.De acordo com os primeiros elementos da investigação, o incêndio poderá ter começado a partir de velas incandescentes que foram colocadas sobre garrafas de champanhe, incendiando o teto da sala na cave do estabelecimento.