O presidente francês Emmanuel Macron garantiu que o hantavírus está "sob controlo" na França. "O governo tomou as decisões certas, a situação está sob controlo", disse no Quénia, durante a Cimeira África Adiante, lembrando que "a França adotou um protocolo extremamente rigoroso"..Stephanie Rist, ministra da Saúde de França, afirmou que foram identificados 22 casos de transmissão no país."Todos foram contatados, testados, hospitalizados e estão sujeitos a uma rigorosa monitorização de saúde", disse..A Organização Mundial da Saúde elogiou hoje o trabalho bem-sucedido na evacuação e repatriação dos passageiros do navio MV Hondius.O diretor-geral Tedros Adhanom Ghebreyesus assumiu que a "missão foi cumprida" nesta complexa operação..A Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla em inglês) anunciou esta terça-feira que "está a acompanhar de perto o surto de hantavírus em curso associado a um navio de cruzeiro, em coordenação com outros organismos da UE"."A EMA, através da sua Task Force de Emergência, está pronta para apoiar o desenvolvimento e a avaliação regulamentar de vacinas e terapêuticas para os hantavírus", refere o organismo, em comunicado, indicando que, "atualmente, não existem tratamentos antivirais ou vacinas autorizados para o hantavírus".Recorda que o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) "classifica o risco para a população em geral na Europa como muito baixo". O vírus identificado no surto do navio de cruzeiro MV Hondius foi o do hantavírus dos Andes, "o único que pode ser transmitido de pessoa para pessoa, exigindo normalmente um contacto próximo e prolongado", refere a EMA..Um italiano de 25 anos manifestou sintomas de infeção por hantavírus, avança esta terça-feira a agência de notícias italiana Ansa.O jovem, natural da região sul da Calábria, foi um dos passageiros do voo da KLM onde esteve uma mulher que viria a falecer em Joanesburgo, na África do Sul, por hantavírus. Por essa razão, o italiano ficou em quarentena, sendo que amostras biológicas irão ser enviadas para o principal hospital de doenças infecciosas de Itália, o Spallanzani, em Roma, indica a Ansa. .O primeiro-ministro espanhol considerou que a operação de desembarque dos 125 passageiros e elementos da tripulação do MV Hondius, de mais de 20 nacionalidades, em Tenerife, foi um "sucesso". Ainda assim, Pedro Sánchez garantiu: "não vamos baixar a guarda". "Continuaremos muito atentos à evolução dos passageiros que se encontram neste momento" num hospital em Madrid, bem como "à situação global"."Foram repatriadas mais de 120 pessoas de diferentes nacionalidades através de 10 voos especiais", disse, agradecendo a todos os que estiveram envolvidos na operação. "Creio que em momentos como estes, ainda mais se possível, devemos sentir orgulho de ser espanhóis, porque a Espanha cumpre; cumpre sempre, em primeiro lugar, com os seus, a quem prestamos assistência, mas também com o resto do mundo, a quem socorremos", sublinhou. Sánchez voltou a falar em "obrigação moral" sobre a decisão do Governo espanhol em receber o navio de cruzeiro, onde foi detetado um surto de hantavírus."Porque não protegeríamos os nossos compatriotas e quem precisa se está nas nossas mãos fazê-lo? Este mundo não precisa de mais egoísmo e de mais medo. Do que precisa é de países solidários", defendeu.."Neste momento, não há sinais de que estejamos perante o início de um surto de maior dimensão", afirmou o diretor-geral da OMS, em conferência de imprensa, em Madrid."Mas claro que a situação pode mudar e, dado o longo período de incubação do vírus, é possível que vejamos mais casos nas próximas semanas", admitiu Tedros Adhanom Gebreyesus.O responsável afirmou que a OMS "tem conhecimento de relatos de um pequeno número de pacientes com sintomas consistentes com o vírus Andes e estamos a acompanhar cada um desses relatos com os respetivos países", adiantou."A recomendação da OMS é que devem ser vigiados de forma ativas nas instalações de quarentenas indicadas ou em casa durante 42 dias, a partir da última exposição, que foi a 10 de maio. Isto leva-nos até 21 de junho".O diretor-geral da OMS garantiu que todos os passageiros que desembarcaram do cruzeiro MV Hondius foram localizados e estão a ser monitorizados. "Mesmo aqueles que desembarcaram nos locais mais remotos", assegurou..Hantavírus. “Alarme social prova que países ainda não estão preparados para casos de saúde pública”, defende especialista portuguesa .O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Gebreyesus, afirmou esta terça-feira que, "até agora, foram reportados 11 casos, incluindo três mortes". "Os 11 casos deram-se entre os passageiros ou tripulação do navio. Nove dos 11 casos foram confirmados como sendo vírus Andes e os outros dois também o são provavelmente", informou Tedros Adhanom Gebreyesus, durante a conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, em Madrid..Dois últimos voos de repatriamento aterraram nos Países Baixos.Acompanhe aqui os desenvolvimentos sobre o surto de hantavírus detetado no cruzeiro MV Hondius. A operação de desembarque dos passageiros e de alguns elementos da tripulação do navio foi concluída nas Canárias. O MV Hondius partiu da ilha espanhola de Tenerife na segunda-feira com destino aos Países Baixos, onde irá atracar para ser desinfetado.A embarcação conta ainda com 25 tripulantes e dois profissionais de saúde a bordo, além do corpo de um passageiro alemão que faleceu durante o cruzeiro. .DGS publica normas para possíveis casos suspeitos de hantavírus e descarta medidas preventivas