O presidente francês, Emmanuel Macron.
O presidente francês, Emmanuel Macron.EPA/LUDOVIC MARIN / POOL

Macron convoca cimeira G7 e pede “plano de proteção” de infraestruturas críticas” face a ataques russos

O presidente francês frisou que a agressividade e as ameaças russas à Europa “estão a mudar” e garantiu que Moscovo “não ficará sem resposta”.
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O presidente francês defendeu esta sexta-feira a elaboração de um plano de proteção das infraestruturas críticas" face à intensificação dos ataques "híbridos" da Rússia e afirmou que a "natureza da agressividade russa" mudou, anunciando uma nova cimeira do G7.

Numa conferência de imprensa que se realizou após ter recebido os líderes dos partidos e candidatos às eleições presidenciais de 2027, Emmanuel Macron frisou que a agressividade e as ameaças russas à Europa “estão a mudar” e garantiu que Moscovo “não ficará sem resposta”.

“A natureza da agressividade russa e das ameaças na Europa está a mudar", alertou Macron, que adiantou ter pedido ao Governo um plano de proteção face aos "ataques com drones" e "ataques cibernéticos", que abrangerá também os "locais mais sensíveis da base industrial e tecnológica de defesa".

Os ataques híbridos russos não ficarão "sem resposta" por parte dos europeus, insistiu Macron, considerando que a Rússia estará "a cometer um erro" se continuar "a agir desta forma".

"A intenção por trás [dos ataques] é intimidar-nos e quebrar o esforço de apoio aos ucranianos. A consequência será o contrário", garantiu o Presidente francês, dando como exemplo a descoberta de um drone carregado de explosivos no aeroporto de Leipzig este verão.

"Não estamos intimidados porque sabemos que é na Ucrânia que está em jogo a nossa segurança de hoje e de amanhã", acrescentou.

Após o encontro com os líderes políticos franceses, com quem debateu sobretudo a situação internacional e o impacto na segurança e na energia em França, Macron assegurou que “nas últimas semanas, a ameaça híbrida russa contra os europeus e a França intensificou-se”.

Nesse sentido, disse que, desde o início do verão, a Rússia multiplicou os ataques e incidentes, entre os quais um ataque com drones contra um comboio que ligava Kiev a Varsóvia, uma tentativa de atentado em Leipzig (Alemanha), o lançamento de um foguete perto de uma fragata dinamarquesa e várias incursões no espaço aéreo de países europeus.

Por outro lado, o Presidente francês anunciou que irá convocar "nas próximas semanas" uma cimeira do grupo dos sete países mais industrializados do mundo (G7), em que será ponderada uma nova libertação de reservas estratégicas de petróleo da Agência Internacional da Energia (AIE).

"Teremos nas próximas semanas um G7 dedicado a estas questões energéticas [...] para ponderar as opções de uma possível libertação de reservas estratégicas, como fizemos há alguns meses”, referiu.

A reunião deverá permitir "evitar tensões desnecessárias entre os países do G7 e os principais parceiros" de França, mas também "reconsiderar as opções de uma eventual libertação de reservas estratégicas", declarou.

Em março passado, os países da AIE decidiram libertar 400 milhões de barris de petróleo para aliviar a pressão sobre o mercado quando começou a guerra no Médio Oriente, a 28 de fevereiro passado, na sequência dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão.

Macron afirmou ainda estar a trabalhar para garantir os abastecimentos de gasóleo e gás, indicando que a França está "no nível adequado de armazenamento previsto e conseguirá, neste inverno, o enchimento dos depósitos".

O Presidente francês disse também que iria "contactar" ainda hoje a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, sobre a questão do armazenamento de gás a nível europeu, "para poder acelerar todas as flexibilidades possíveis para baixar os nossos preços e a estrutura dos nossos preços da energia".

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