Lula da Silva exige libertação de ativistas pró-Palestina
O presidente brasileiro Lula da Silva declarou que o prolongamento da prisão de dois ativistas detidos em águas internacionais por Israel, na quinta-feira passada, aquando do bloqueio da flotilha Global Sumud, é uma "grave afronta ao direito internacional" e exigiu a sua libertação imediata. Nesta terça-feira, o tribunal de Ashkelon decidiu manter os dois homens no cárcere, um deles de nacionalidade brasileira, satisfazendo o pedido do Shin Bet, o serviço de informações israelita.
A advogada de Thiago Ávila, cidadão brasileiro, e de Saif Abusheket, palestiniano com passaportes da Suécia e de Espanha, pediu a libertação imediata de ambos, tendo alegado a ilegalidade da detenção. Além disso, Adeel Abu Salih denunciou as condições de encarceramento: em isolamento, em celas consideradas muito frias, e com luzes fortes acesas em permanência, e vendados quando são retirados das celas.
A advogada já se tinha queixado de outras formas de abuso, como ameaças de morte durante os interrogatórios - condições que levaram ambos a iniciar uma greve da fome.
O Shin Bet pediu mais tempo para investigar ambos, suspeitos de pertencerem a uma organização terrorista, transferência de bens para uma organização terrorista, contacto com agente estrangeiro e colaboração com o inimigo.
O brasileiro e o palestiniano foram os únicos, entre os 170 detidos na semana passada, a serem presentes a tribunal. “Não há qualquer evidência nem qualquer ligação ao que as autoridades israelitas estão a alegar”, comentou o ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros, José Manuel Albares. Este disse que Madrid e Brasília estão a coordenar uma resposta comum às detenções.
Mais tarde, Luiz Inácio Lula da Silva considerou a manutenção dos dois homens na prisão “um ato injustificável do governo israelita que merece a condenação de todos” e exigiu a sua libertação imediata.
É a terceira vez que Thiago Ávila é preso ao tentar furar o bloqueio de Israel à Faixa de Gaza.

