Jens Spahn, líder parlamentar da União Democrata Cristã e da União Social Cristã (CDU/CSU), demitiu-se após se tornar público que recorreu a uma barriga de aluguer, prática proibida na Alemanha. A decisão foi comunicada na tarde deste sábado, 18 de julho."Jens Spahn informou-me de que está a renunciar ao cargo de presidente do grupo parlamentar da CDU/CSU no Bundestag. A decisão é acertada e era inevitável. A credibilidade é o bem supremo na política", afirmou o chanceler alemão, Friedrich Merz, na rede social X (antigo Twitter).A barriga de aluguer é proibida na Alemanha, embora não seja ilegal que um casal tenha um filho através de gestação de substituição no estrangeiro. "Nos últimos dias, percebi que a minha felicidade pessoal — constituir uma família com o meu marido e tornar-me pai — é incompatível com o meu cargo político", escreveu Spahn na carta de renúncia.O jornal alemão Bild noticiou recentemente que Jens Spahn e o marido, Daniel Funke, tinham sido pais através de gestação de substituição. Pouco depois, a informação foi confirmada oficialmente pela agência de notícias dpa, após contacto com o gabinete de Spahn. Em seguida, multiplicaram-se os apelos, dentro da CDU, para a demissão do deputado.Na conferência anual da CDU, em fevereiro, os militantes votaram a favor da manutenção da proibição da barriga de aluguer no país. A gestação de substituição é proibida na Alemanha desde 1991..Friedrich Merz promete governo reformista para tirar a Alemanha da recessão