Justiça austríaca suspende transferência de "monstro de Amstetten" para prisão comum
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Justiça austríaca suspende transferência de "monstro de Amstetten" para prisão comum

Os advogados de Josef Fritzl pediram aos tribunais uma revisão das atuais condições de reclusão do cliente, invocando o seu estado de saúde e a sua idade avançada. Em 1984, Fritzl fechou a filha de 18 anos numa cela insonorizada na cave da casa da família e violou-a durante 24 anos.
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Um tribunal de Viena suspendeu esta segunda-feira a transferência para o sistema prisional comum de Josef Fritzl, conhecido como o "monstro de Amstetten" e condenado a prisão perpétua por ter encarcerado e violado a filha durante 24 anos.

Assim, Fritzl permanecerá, por enquanto, no centro especial onde atualmente se encontra.

Os seus advogados pediram aos tribunais uma revisão das atuais condições de reclusão do cliente, invocando o seu estado de saúde e a sua idade avançada (88 anos).

Chegaram mesmo a pedir a sua libertação da prisão, mas uma primeira decisão, em janeiro, rejeitou essa possibilidade e limitou-se a permitir a transferência prisional.

Agora, um segundo tribunal decidiu que são necessários novos exames médicos antes de autorizar qualquer deslocação, em particular para verificar o seu grau de demência e nível de perigosidade, noticiou a televisão pública austríaca.

Em 1984, Fritzl fechou a filha de 18 anos numa cela insonorizada na cave da casa da família. Durante mais de duas décadas, violou-a incessantemente, e a rapariga deu à luz sete filhos, um dos quais morreu, enquanto o resto da família não suspeitava de nada.

O caso foi conhecido em 2008, quando Fritzl se deslocou a um hospital com uma menina nascida em cativeiro e os médicos pediram a presença da mãe, que acabou por contar tudo o que tinha acontecido.

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