Um sismo de magnitude 7,1 atingiu esta terça-feira (28 de julho) a província de Kumamoto, na ilha japonesa de Kyushu, dez anos após um outro terramoto de 7,0 (e um preliminar de 6,2) terem causado mais de 270 mortos na mesma região. O balanço inicial aponta para pelo menos uma centena de feridos e um morto, mas teme-se a existência de mais vítimas mortais. O foco dos serviços de emergência estava no centro comercial Aeon, em Kashima, onde o abalo causou uma explosão (havia suspeitas de uma fuga de gás, ainda não confirmada) que levou ao colapso de parte do segundo andar.Segundo a televisão pública NHK, pelo menos dez funcionários continuam incontactáveis (duas centenas de pessoas já tinham saído do edifício antes da explosão). O sismo ocorreu pelas 16h30 locais (08h30 em Lisboa), desencadeando um alerta de tsunami que viria a ser levantado cerca de duas horas mais tarde. “Já fomos informados de que há pessoas feridas. Registaram-se falhas de energia e incêndios em algumas áreas, bem como danos em estradas, pontes e edifícios”, declarou a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, que chamou a atenção para o risco de golpes de calor (esperam-se temperaturas de 34 graus na zona e sem energia não há ar condicionado). Não houve danos nas três centrais nucleares próximas do epicentro. A primeira-ministra também apelou logo aos residentes da zona para que “tomem medidas para se proteger” e se desloquem para locais seguros, em caso de novos abalos. Pelo menos 300 mil pessoas receberam instruções para ficar em centros de evacuação e não regressar a casa. Numa segunda intervenção, já após o início das operações de socorro, Takaichi alertou para o perigo das réplicas. Foram registadas pelo menos 60 réplicas, incluindo uma de magnitude 5,6 no espaço de uma hora depois do abalo principal. O governo criou uma equipa de crise para recolher informações, avaliar os danos e coordenar os trabalhos de emergência, tendo enviado 3600 militares para a região afetada. As imagens das televisões mostravam vários edifícios que colapsaram junto do epicentro do sismo, que ocorreu a uma profundidade de apenas 10 quilómetros (daí ter sido sentido mais intensamente). O sismo foi provocado pelo deslizamento horizontal de duas falhas geológicas em sentidos opostos, de acordo com um responsável da Agência Meteorológica do Japão. Numa conferência de imprensa, citada pelo jornal Japan Times, explicou contudo que ainda é cedo para afirmar se este abalo está relacionado com o de 2016. O epicentro foi em Uki, a cerca de 20 quilómetros da zona de falha de Hinagu, a mesma que causou os sismos de há dez anos. Em abril de 2016, os terramotos causaram mais de 270 mortos e milhares de feridos. O desastre destruiu estradas, pontes e edifícios, obrigou à retirada de dezenas de milhares de pessoas e foi agravado por deslizamentos de terras e chuvas intensas nos dias seguintes. .Sismo de magnitude 7,1 atinge sul do Japão faz um morto e dezenas de feridos.Japão alerta população para possibilidade de sismo de magnitude superior a 8,0.Sismo de magnitude 7,7 atinge o Japão. Emitido alerta de tsunami