O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, anunciou esta quarta-feira (27 de maio) a morte do novo líder militar do Hamas, Mohammad Odeh, onze dias depois de ter eliminado o seu antecessor, Izz al-Din al-Haddad. É o quarto líder militar do grupo terrorista palestiniano morto em menos de dois anos na Faixa de Gaza, depois de Yahya Sinwar (em outubro de 2024) e Mohammed Sinwar (maio de 2025). “O quarto comandante da ala militar da organização terrorista Hamas em Gaza foi eliminado ontem [na terça-feira, 26 de maio] e enviado para se encontrar com os seus parceiros nas profundezas do inferno”, escreveu Katz no X, elogiando as Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla inglesa) e o Shin Bet (os serviços secretos internos) pela sua “execução brilhante”. O ministro lembrou que o governo tinha prometido eliminar todos os que lideraram o massacre de 7 de outubro de 2023. “E é isso que vamos fazer. Todos eles estão marcados para morrer, em todo o lado”, referiu, deixando claro que o grupo não irá governar civil ou militarmente a Faixa de Gaza. Antes de assumir a liderança da ala militar no dia 18 de maio, Odeh liderava os serviços de informação das Brigadas Ezzedine al-Qassam, a ala militar do grupo, e foi responsável pelo planeamento e coordenação da infiltração terrorista em Israel. O seu sucessor não foi ainda designado pelo Hamas, que confirmou a sua morte junto com a mulher e um dos filhos num ataque a um edifício residencial na cidade de Gaza, que fez outros três mortos. O funeral foi esta quarta-feira, com os corpos a percorrer as ruas desta localidade.“Odeh estava entre os últimos comandantes militares seniores do Hamas ainda vivos, envolvidos no planeamento e execução do massacre de 7 de outubro e na direção das operações de combate contra as tropas das IDF durante a guerra”, indicaram os militares em comunicado. “A sua eliminação representa um golpe significativo para a liderança militar do Hamas e para os seus esforços para reconstruir as suas capacidades operacionais”, acrescentaram.Desde o cessar-fogo de outubro, Israel matou cerca de 900 palestinianos, segundo as autoridades de saúde de Gaza (controladas pelo Hamas) que não distinguem entre combatentes e civis. Quatro soldados israelitas foram mortos no mesmo período. Israel e o Hamas estão num impasse nas negociações indirectas sobre a implementação da segunda fase desse cessar-fogo, que inclui o desarmamento do grupo e a retirada do exército israelita - que ocupa cerca de 50% do enclave..Israel anuncia ter matado dirigente do Hamas considerado um dos "arquitetos” do massacre de 7 de outubro