O exército israelita anunciou esta quarta-feira ter eliminado o "número dois" da Força al-Radwan, a unidade de elite da milícia xiita Hezbollah, num novo bombardeamento no sul do Líbano, cerca de um mês após ter abatido o líder daquele batalhão..Numa declaração publicada na conta na rede social X, as Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram que os aviões de combate da Força Aérea tinham bombardeado a zona de Nabatiye, no qual foi morto Moustafa Ahmad Chehadé, que identificaram como "vice-comandante da Força al-Radwan da organização terrorista Hezbollah".."Chehadé promoveu o terrorismo contra o Estado de Israel. [A sua morte] é mais um golpe nas capacidades da força para levar a cabo operações terroristas contra as tropas do exército israelita e a retaguarda israelita na fronteira norte", disse o exército..O comandante da unidade, Ibrahim Aqil, foi morto a 20 de setembro num ataque israelita na periferia sul de Beirute..Segundo o comunicado de hoje, Chehadé "preparou numerosos atentados terroristas contra o Estado de Israel".."[A Força al-Radwan] tinha o objetivo de se infiltrar no território israelita e ocupar setores perto da fronteira norte", acrescentou o exército israelita, que sublinhou que Chehadé "estava encarregado das operações [militares] durante os combates na Síria entre 2012 e 2017" e que "dirigiu os planos de combate da unidade no sul do Líbano".."As FDI continuarão a atuar contra os terroristas e os comandantes da organização terrorista Hezbollah e impedirão qualquer ameaça contra os cidadãos do Estado de Israel", declarou o exército em comunicado..O exército israelita desencadeou uma nova invasão do Líbano após semanas de pesados bombardeamentos e ataques contra o país, incluindo a explosão coordenada de milhares de aparelhos de comunicação, na sequência de mais de 11 meses de combates contra o Hezbollah na zona fronteiriça..O governo libanês contabilizou em mais de 2.800 o número de mortos e em cerca de 12.800 o de feridos nos ataques israelitas desde 08 de outubro de 2023, depois de as milícias terem começado a disparar projéteis de apoio aos grupos palestinianos na sequência dos ataques do dia anterior em território israelita.