Irão lança mísseis contra Israel após bombardeamentos em Beirute. "Já chega", diz Trump
Numa escalada severa das tensões militares no Médio Oriente, as Forças de Defesa de Israel (IDF) confirmaram este fim de tarde de domingo (7 de junho) a deteção e o lançamento de uma vaga de mísseis disparados diretamente do Irão em direção ao território israelita. O alerta inicial foi partilhado numa publicação oficial na rede social X, desencadeando de imediato os protocolos de segurança nacional e fazendo soar as sirenes em várias regiões do país.
"Os sistemas defensivos estão a operar para intercetar a ameaça", informou o comando militar israelita, apelando à população das zonas afetadas para que seguisse as diretrizes de segurança e permanecesse em espaços protegidos.
Segundo os media internacionais, terão sido lançados cerca de 20 mísseis balísticos contra o território israelita, em duas vagas, tendo o sistema defensivo do país conseguido intercetar com êxito todos os engenhos.
Mais tarde, as forças de defesa de Israel (IDF) afirmaram através do Telegram, que o Chefe do Estado-Maior das IDF está atualmente a realizar uma avaliação da situação com o Fórum do Estado-Maior.
"As IDF vão atacar o inimigo com determinação assim que a ordem for dada", pode ler-se.
A ofensiva de Teerão ocorre na sequência de uma série de ataques aéreos levados a cabo pelas forças israelitas nos subúrbios do sul de Beirute. Os alvos atingidos na capital libanesa pertencem aos bastiões da milícia Hezbollah, o grupo xiita que atua como o principal aliado e braço de influência do regime iraniano na região.
O exército de Israel já tinha antecipado a forte probabilidade de uma resposta militar nas horas seguintes aos bombardeamentos em Beirute, tendo alertado publicamente que o país se encontrava preparado tanto para a defesa como para ações ofensivas. Os escudos de proteção aérea multicamadas de Israel foram acionados para tentar neutralizar a trajetória dos projéteis balísticos antes do impacto em áreas urbanas.
Trump: "Já lançaram os mísseis, já chega. Agora voltem à mesa de negociações"
O presidente norte-americano, Donald Trump, reagiu pouco depois ao ataque, afirmando que este não ajuda as conversações em curso, mantendo no entanto otimismo de que será possível um acordo de cessar-fogo.
Em declarações à Fox News, Trump reconheceu que o ataque irá complicar os esforços diplomáticos - "certamente não vai ajudar as negociações" - mas recusou a ideia de que estas estarão terminadas.
"Estamos muito perto. Eu diria que um acordo seria assinado na segunda, terça ou quarta-feira desta próxima semana. E agora acontece isto", acrescentou Trump, antes de deixar um recado ao Irão: "Já lançaram os vossos mísseis, já chega. Voltem à mesa de negociações e façam um acordo."
Trump também criticou os ataques de Israel a Beirute este domingo, afirmando que "não ficou satisfeito" com os mesmos.
Em conversa telefónica posterior com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, o presidente dos EUA terá insistido na necessidade de Israel não retaliar a este ataque, de forma a não minar a possibilidade de se conseguir um acordo com o Irão para cessar o conflito iniciado a 28 de fevereiro.

