Enquanto no Estreito de Ormuz os Guardas da Revolução iniciavam uma série de exercício militares, numa de resposta no terreno ao envio para a região de um segundo porta-aviões norte-americano, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, reuniu-se esta segunda-feira, 16 de fevereiro, em Genebra com o líder da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Grossi, na véspera de uma nova ronda de negociações com os Estados Unidos, em Omã, sobre o futuro do programa nuclear de Teerão. Esta nova ronda de discussões visa reduzir as tensões na região e evitar um novo confronto militar - depois de os EUA terem bombardeado as instalações nucleares iranianas em junho do ano passado - que o Guia Supremo do Irão, o ayatollah Ali Khamenei, já avisou poder tornar-se num conflito regional. “Estou em Genebra com ideias concretas para alcançar um acordo justo e equitativo”, escreveu Araghchi no X. “O que não está em discussão: submissão diante de ameaças”, garantiu.A AIEA tem pedido acesso às instalações nucleares bombardeadas pelos EUA e por Israel na guerra de 12 dias em junho, mas Teerão tem adiado, alegando o risco de radiação. Quanto à negociações de hoje, que deverão contar de novo com o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, e com o genro de Trump, Jared Kushner, o Irão tem repetido que não concordará com a exigência de Washington de enriquecimento nuclear zero e considera o seu programa de mísseis uma linha vermelha..Israel em alerta durante Ramadão após decisão sobre Cisjordânia