Irão diz ter destruído caças dos EUA estacionados na Jordânia
EPA/ABEDIN TAHERKENAREH (Arquivo)

Irão diz ter destruído caças dos EUA estacionados na Jordânia

Guarda Revolucionária do Irão alega que foram utilizados "vários mísseis balísticos e numerosos drones" nos ataques que terão atingido aeronaves norte-americanas estacionadas na Jordânia.
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Como retaliação a mais uma noite de ataques das forças norte-americanas, Teerão lançou mísseis contra países aliados de Washington na região. A Guarda Revolucionária do Irão alega mesmo, esta sexta-feira, 17 de julho, que atingiu caças e aviões-tanque dos EUA que se encontravam estacionados na Jordânia.

Em comunicado, a Guarda Revolucionária iraniana afirma que neste ataque foram utilizados "vários mísseis balísticos e numerosos drones".

Como resultado desta ação militar, refere a nota citada pelo The Guardian, o Irão alega a "destruição de vários aviões-tanque e caças norte-americanos, bem como danos graves em muitos outros". Até ao momento, os Estados Unidos ainda não reagiram a esta informação avançada pela Guarda Revolucionária do Irão.

Anteriormente, a Jordânia afirmou ter abatido, na manhã desta sexta-feira, três mísseis lançados a partir de território iraniano.

Teerão lançou mísseis contra o Qatar, um dos mediadores nas negociações de paz, onde foram ouvidas explosões.

Também Bahrein e Kuwait reportaram ataques ou interceções de projéteis iranianos. Explosões foram ainda registadas em Erbil e Suleimânia, no Curdistão iraquiano.

Estes ataque surgem como retaliação à intensificação da ação militar das forças norte-americanas que, na última noite, realizaram ataques aéreos contra infraestruturas no sul e oeste do Irão, atingindo pontes e um porto estratégico.

"As infraestruturas foram alvo de ataques dos Estados Unidos em várias províncias", afirmou a agência de notícias oficial IRNA, citando oito mortos e 20 feridos nos ataques.

Secretário da Defesa dos EUA mostra imagens de torre de vigilância no porto de Chabahar a ser atingida

A mesma fonte acrescentou que foram atingidas seis pontes na província de Hormozgan, no sul do país, que faz fronteira com o estreito de Ormuz.

Várias pontes rodoviárias e ferroviárias foram visadas nestes ataques, tendo provavelmente como objetivo cortar o acesso a Bandar Abbas, principal porto iraniano, dificultando o transporte de material militar e bens essenciais para os cerca de 90 milhões de habitantes do país.

O Comando Central norte-americano (Centcom) confirmou que os bombardeamentos, concluídos esta madrugada, atingiram dezenas de alvos militares, incluindo uma torre de vigilância no porto de Chabahar, no golfo de Omã, considerado vital para o comércio do vizinho Afeganistão.

O secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, divulgou imagens do colapso da estrutura, reforçando a mensagem de controlo norte-americano sobre o estreito.

Com Lusa

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EUA intensificam ofensiva aérea no Irão com ataques a pontes e porto estratégico
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