Irão diz que vai converter Médio Oriente "num inferno" para os EUA
O Comandante da força aeroespacial da Guarda da Revolução Islâmica afirmou esta quinta-feira, 11 de junho, que o Irão vai transformar o Médio Oriente "num inferno" para os Estados Unidos.
Estas declarações surgem após uma nova troca de ataques entre os dois países na região.
"Acham que podem tornar o sagrado estreito de Ormuz num lugar inseguro? Vamos converter toda a região num inferno para vocês", assegurou Majid Mousavi, em resposta à "agressão norte-americana", informou a televisão estatal Press TV.
As forças armadas dos EUA lançaram novos ataques contra "múltiplos alvos" em território iraniano em "resposta a agressões" do Irão por volta das 0:30 desta quinta-feira em Teerão (21:00 de quarta-feira em Lisboa), anunciou o Comando Central norte-americano (Centcom).
Em retaliação, a Guarda da Revolução Islâmica iraniana lançou drones e mísseis contra bases norte-americanas no Bahrein, Kuwait e Jordânia durante a madrugada de quinta-feira, noticiou a agência Fars.
Entretanto, o Exército iraniano anunciou o encerramento "total" do estreito de Ormuz a todo o tipo de embarcações, avisando que irá disparar contra qualquer navio que tente atravessar a via estratégica para o comércio mundial de petróleo.
"O estreito de Ormuz foi encerrado por completo a todo o tipo de embarcações, incluindo navios comerciais", afirmou o Quartel-General Central Jatam al Anbiya, em comunicado citado pela agência Tasnim.
Em sentido contrário, os Estados Unidos negaram que este bloqueio esteja em vigor, garantindo que os navios comerciais continuam a transitar. "Esta noite, os navios comerciais prosseguem a passagem para dentro e fora do estreito de Ormuz", indicou o Centcom numa breve nota.
Embora os dois países estejam a discutir um acordo de paz mediado por países como o Paquistão, os ataques intensificaram-se esta semana, com os Estados Unidos a justificarem inicialmente a ofensiva com o derrube de um helicóptero no estreito de Ormuz na terça-feira.
Aliás, esta quinta-feira, o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão admitiu que o cessar-fogo deixou de ter sentido após os ataques aéreos dos Estados Unidos, os quias considera uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas.

