Irão apresenta nova proposta para reabrir o estreito de Ormuz

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Cartaz gigante em Teerão ilustra o encerramento do estreito de Ormuz
Cartaz gigante em Teerão ilustra o encerramento do estreito de OrmuzEPA/ABEDIN TAHERKENAREH

Ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão visita a Rússia

Abbas Aragchi, ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, chegou esta segunda-feira à Rússia, onde deverá encontrar-se com o presidente russo, Vladimir Putin, noticia a BBC, que cita a CBS News.

Em Moscovo, Aragchi culpou os Estados Unidos pelo impasse nas negociações que deveriam ter acontecido entre as delegações dos dois países no fim de semana, no Paquistão.

"As abordagens dos EUA fizeram com que a ronda anterior de negociações, apesar dos progressos, não atingisse os seus objetivos devido às exigências excessivas", disse o governante iraniano, segundo a imprensa internacional, que cita os media estatais iranianos.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão afirmou também que "a passagem segura pelo estreito de Ormuz é uma questão global importante".

Depois de ter estado no Paquistão e em Omã no fim de semana, Abbas Araghchi vai agora encontrar-se com Putin em Moscovo. "É uma boa oportunidade para consultarmos os nossos amigos russos sobre os desenvolvimentos que ocorreram em relação à guerra durante este período e o que está a acontecer agora", afirmou.

China destaca “resiliência” do setor petrolífero apesar do conflito

A China destacou hoje a “resiliência” do setor petrolífero face aos riscos da guerra no Irão e garantiu o abastecimento de energia, apoiado no aumento da produção interna, diversificação das importações e controlo temporário dos preços.

Citado pelo jornal oficial Diário do Povo, o subdiretor do Departamento Geral da Administração Nacional de Energia da China, Zhang Xing, afirmou que as autoridades reforçaram o setor nos últimos cinco anos para assegurar o fornecimento “em todas as circunstâncias”.

Segundo o responsável, a produção de petróleo manteve-se acima de 200 milhões de toneladas anuais, atingindo novos máximos, enquanto a de gás natural registou nove anos consecutivos de crescimento, com aumentos superiores a 10 mil milhões de metros cúbicos por ano.

Zhang destacou ainda o reforço das infraestruturas, com mais de 200.000 quilómetros de oleodutos e gasodutos de longa distância e uma capacidade de receção de gás natural liquefeito superior a 120 milhões de toneladas anuais, bem como uma rede de importações energéticas “mais diversificada”.

Pequim tem respondido às “mudanças no ambiente externo” com uma estratégia baseada em “produção estável, importações diversificadas e regulação temporária de preços”, visando garantir “a estabilidade da economia” e satisfazer a procura interna, acrescentou.

O bloqueio ‘de facto’ do estreito de Ormuz, por onde transitava cerca de 20% do petróleo e gás globais antes dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão e das represálias de Teerão, tem afetado sobretudo a Ásia, principal destino dessas exportações.

No caso chinês, a situação naquela rota marítima é particularmente sensível, já que cerca de 45% das importações de petróleo e gás do país passam pelo estreito.

O conflito levou a uma subida dos preços dos combustíveis na China, obrigando as autoridades a intervir temporariamente, embora na semana passada tenha sido registado o primeiro recuo dos preços em 2026.

Lusa

Teerão apresenta nova proposta para reabrir o estreito de Ormuz

O Irão apresentou aos Estados Unidos uma nova proposta para reabrir o estreito de Ormuz e pôr fim à guerra, adiando para mais tarde as negociações sobre o programa nuclear de Teerão, informou o portal Axios.

Citando um responsável norte-americano e outras duas fontes não identificadas com conhecimento do assunto, o jornal digital indicou no domingo que Trump prevê analisar hoje com a sua equipa o atual impasse nas negociações e os possíveis passos a seguir.

A iniciativa surge em plena escalada de tensão, com o Comando Central norte-americano a confirmar no domingo que já impediu a passagem de 38 embarcações na zona, por ordem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Apesar do cessar-fogo, Trump determinou a manutenção do bloqueio naval, medida que, segundo o Departamento do Tesouro, está a afetar 90% do comércio marítimo iraniano.

"As forças norte-americanas obrigaram 38 navios a dar meia-volta ou regressar ao porto", anunciou o Comando Central na rede X, referindo-se ao bloqueio imposto desde 13 de abril.

O objetivo da Casa Branca é aumentar a pressão sobre Teerão, estrangulando as suas exportações de petróleo e reduzindo as fontes de financiamento.

Trump afirmou no domingo que não tem pressa em alcançar um novo acordo, sublinhando que a estratégia de "pressão máxima" da sua Administração está a asfixiar a economia iraniana e já "dizimou" a sua capacidade operacional.

A primeira ronda de negociações entre Washington e Teerão decorreu em Islamabade a 11 de abril, nas primeiras conversações diretas de alto nível em 47 anos, com o Paquistão como mediador.

As delegações reuniram-se durante mais de 20 horas, sem resultados, e a segunda ronda, prevista para o último fim de semana, não se concretizou, depois de o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abás Araqchí, ter abandonado o Paquistão sem intenção de dialogar com os enviados de Trump.

Araqchí apresentou em Islamabade um plano para contornar a questão nuclear, propondo que o cessar-fogo se prolongue ou que ambas as partes acordem o fim definitivo da guerra, deixando as negociações nucleares para mais tarde, após a reabertura do estreito e o levantamento do bloqueio.

No entanto, fontes diplomáticas indicam que a liderança iraniana não tem consenso sobre como responder às exigências norte-americanas para suspender o enriquecimento de urânio durante uma década e retirar o urânio enriquecido do país.

Lusa

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