O primeiro-ministro irlandês garantiu esta quarta-feira, 1 de julho, que Dublin irá “dar o máximo” nos próximos seis meses, período em que assume a presidência rotativa do Conselho da União Europeia, até esta terça-feira ocupada por Chipre. E a tarefa da Irlanda não será fácil, tendo pela frente pastas sensíveis como o orçamento de longo prazo ou o processo de adesão da Ucrânia ao bloco. Na cerimónia que marcou o início desta presidência, Micheál Martin recordou que a Irlanda “sempre foi um país profundamente europeu”, sublinhando que “exercer a presidência é uma honra e uma responsabilidade, e estamos prontos para dar o máximo”. E chamou a atenção para o facto de haver “uma necessidade urgente de melhorar a competitividade da Europa” e que é preciso “ planear como lá chegaremos”. “Esta é uma das tarefas mais importantes da nossa presidência, e aguardo com expectativa a oportunidade de informar os meus colegas líderes sobre os progressos alcançados nas reuniões do Conselho Europeu, no outono”, afirmou. Precisamente o presidente do Conselho Europeu lembrou que a presidência irlandesa ocorre num período em que a Europa tem de apresentar resultados em áreas como o próximo orçamento de longo prazo da UE, a segurança ou a competitividade. “Face às crescentes pressões externas sobre a nossa prosperidade, a União Europeia estabeleceu para si a meta de se tornar mais competitiva e mais autónoma. De facto, depois de ter a defesa como foco principal em 2025, 2026 será o ano da competitividade europeia. É por isso que definimos uma agenda ambiciosa de 'Uma Europa, Um Mercado'”, referiu António Costa. “Nos próximos seis meses, devemos concretizar a sua implementação. E é difícil imaginar um melhor piloto para conduzir a UE nesta tarefa do que a Irlanda”.O português prosseguiu os elogios, reforçando que “a Irlanda - com a sua defesa consistente e baseada em princípios tanto do multilateralismo como do direito internacional - é a presidência certa no momento certo”, desta vez estando a referir-se aos “aos valores e à segurança da Europa, que estão a ser postos à prova num contexto geopolítico global desafiante”. Em Dublin esteve também Volodymyr Zelensky, que disse esperar que neste semestre a União Europeia consiga “avançar de facto com o acordo sobre drones proposto pela Ucrânia” e “apoiar cada medida que dificulte a continuidade desta guerra por parte da Rússia”, sugerindo que o bloco imponha novas restrições às empresas da UE que ainda mantêm negócios com a Rússia.Na lista de desejos manifestados por Zelensky está ainda a abertura de mais capítulos de negociação, de forma a avançar o processo de adesão de Kiev ao bloco. “Medidas como a abertura de novos blocos fortalecem a motivação do nosso povo, elevam a moral dos ucranianos e demonstram que a UE cumpre as suas promessas. É muito importante cumprir as promessas, e é exatamente assim que deve ser”, afirmou o presidente ucraniano. Antes, Zelensky já tinha ouvido de Martin o reafirmar do apoio da Irlanda à Ucrânia. “Permaneceremos firmemente ao lado do povo ucraniano, inspirados pela sua coragem e determinados a garantir que obtenham a paz e a justiça que merecem”..Chipre quer deixar uma União Europeia mais “autónoma e aberta ao mundo”