Inundações em Banguecoque.
Inundações em Banguecoque. Foto: RUNGROJ YONGRIT/EPA.

Inundações na Tailândia fazem 23 mortos e afetam cerca de 700 mil pessoas em Banguecoque

Capital permanece com zonas inundadas, escolas estão fechadas e cerca de sete mil pessoas tiveram de procurar abrigo em mais de 230 centros de acolhimento.
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Quatro pessoas morreram em Banguecoque devido às inundações causadas pelas chuvas torrenciais que assolam a Tailândia desde meados de setembro, elevando o número de vítimas para 23 no país, anunciou nesta terça-feira, 29 de setembro, o Governo.

Um balanço anterior, avançado pelas autoridades, dava conta de oito vítimas mortais na sequência das inundações.

A autoridade responsável pela gestão de catástrofes indicou que as inundações afetaram 29 das 77 províncias do país do Sudeste Asiático.

Quatro pessoas morreram em Banguecoque, oito em Samut Prakan, situada entre a capital e a costa, e seis em Sa Kaeo (leste), precisou a autoridade.

Cerca de 700 mil pessoas foram afetadas pela subida das águas na capital, o que levou, no sábado, à declaração do estado de catástrofe natural, de acordo com a mesma autoridade.

Algumas zonas de Banguecoque continuavam hoje inundadas. As escolas estão fechadas pelo segundo dia consecutivo e cerca de sete mil pessoas tiveram de se refugiar em mais de 230 centros de acolhimento espalhados por toda a cidade, de acordo com as autoridades de Banguecoque.

Foram registadas ainda mortes em Chanthaburi, a sudeste de Banguecoque, bem como em Ayutthaya e Saraburi, duas províncias situadas a norte da capital.

O mês de setembro marca o pico da estação das chuvas na Tailândia, mas muitos habitantes da capital consideraram as inundações deste ano mais graves do que as anteriores.

A capital tailandesa foi construída sobre antigos pântanos e é atravessada por uma rede de canais, muitos dos quais ficaram fortemente inundados pelas chuvas.

As estações de bombagem estão a funcionar na capacidade máxima há vários dias, mas o governador Chadchart Sittipunt afirmou no domingo que seria necessária "até uma semana" para que as águas baixassem por completo.

Cientistas alertam que a intensidade e a frequência dos fenómenos meteorológicos extremos vão aumentar à medida que o aquecimento global acelera devido às emissões associadas aos combustíveis fósseis.

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