Membros das Brigadas al-Qassam, braço armado do Hamas
Membros das Brigadas al-Qassam, braço armado do HamasEPA/MOHAMMED SABER

Hamas reitera compromisso sobre cessar-fogo em Gaza mas acusa Israel de "obstruir acordo"

Grupo islamita reafirmou o "total compromisso" em todas as cláusulas do acordo, até que a administração do enclave seja totalmente transferida para o Comité Nacional para a Administração de Gaza.
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O grupo islamita Hamas reiterou esta terça-feira, 7 de julho, "total compromisso" na aplicação da proposta dos Estados Unidos para o futuro da Faixa de Gaza após a dissolução do órgão de governo do enclave, mas acusou Israel de sabotagem.

Em comunicado, o Hamas, reafirmou o "total compromisso" em todas as cláusulas, até que a administração do enclave seja totalmente transferida para o Comité Nacional para a Administração de Gaza (CNAG).

No mesmo documento, acusou Israel de "tentativas contínuas da ocupação" e de obstruir o acordo.

O Hamas, considerado terrorista pela União Europeia e pelos Estados Unidos da América, declarou que Israel procura impor o que classificou de vazio administrativo para aumentar o sofrimento do povo palestiniano.

Neste sentido, o Hamas enfatizou a necessidade dos países estrangeiros pressionarem Israel no sentido de se conseguir o início das funções do CNAG em Gaza.

O responsável do CNAG — o economista palestiniano e antigo vice-ministro da Autoridade Palestiniana, Ali Shaath — salientou na segunda-feira que o organismo está "totalmente preparado" para assumir responsabilidades. 

As declarações de Ali Shaath ocorreram após o anúncio do Hamas sobre a dissolução do organismo governamental que controlava a Faixa de Gaza há quase duas décadas.

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O CNAG vai coordenar ações com o comité de paz liderado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, relativamente à implementação da segunda fase da proposta de Washington.

Esta fase prevê que o Hamas deponha as armas e que as tropas israelitas se retirem de Gaza, onde uma força internacional ficaria responsável pela manutenção da paz durante o processo de reconstrução.

O organismo manteve-se fora de Gaza — em parte devido às objeções israelitas, que impediram a transferência de poder.

Neste contexto, o Hamas e outras fações palestinianas realizaram reuniões com mediadores no Egipto para ultrapassarem divergências e tentar iniciar a segunda fase do acordo alcançado em outubro de 2025.

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