Hamas reivindica ataque a tiro que faz um morto e cinco feridos no centro de Israel
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Hamas reivindica ataque a tiro que faz um morto e cinco feridos no centro de Israel

Atirador disparou em três localizações consecutivas na região de Sharon antes de ser abatido pelas forças de segurança
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Um ataque com arma de fogo na região de Sharon, no centro de Israel, provocou este domingo (7 de junho) a morte de uma pessoa e ferimentos graves em pelo menos cinco outras. O atentado, que se desenvolveu de forma sequencial ao longo de um percurso de vários quilómetros, já foi formalmente reivindicado pelas Brigadas Qassam, o braço armado do movimento islamita Hamas.

De acordo com as autoridades locais, o agressor — identificado como um residente da cidade de Tayibe, de maioria árabe — deslocava-se numa viatura quando iniciou o ataque junto a um posto de abastecimento de combustível em Kokhav Yair. Sem que tivesse sido travado de imediato, o homem conduziu cerca de dois quilómetros até à localidade de Tzur Yitzhak, onde voltou a abrir fogo contra civis.

O percurso violento terminou na berma de uma estrada perto do colonato de Sela'it, já na Cisjordânia, local onde as forças de segurança israelitas conseguiram intercetar a viatura e abater o suspeito a tiro.

Os serviços de emergência médica Magen David Adom confirmaram que a vítima mortal, um homem que apresentava várias marcas de bala, foi encontrada já sem vida no interior de um automóvel nas imediações de Sela'it. Dos cinco feridos assistidos no local e transportados para hospitais da região, pelo menos dois encontravam-se ao fim da tarde de domingo em estado considerado crítico.

Pouco tempo após a confirmação do óbito do atacante, as Brigadas Qassam emitiram um comunicado a assumir a autoria do atentado, classificando-a como resposta à "agressão da ocupação". O ataque foi também publicamente elogiado pela Jihad Islâmica.

Em resposta, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, informou estar a acompanhar a evolução da situação em permanência com as chefias de segurança.

O incidente reacendeu de imediato o debate político interno: o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, recorreu às redes sociais para defender de forma veemente a aplicação da "Lei da Pena de Morte para Terroristas", argumentando que o agressor deveria ter sido executado caso tivesse sido capturado com vida.

Diário de Notícias
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