Delcy Rodriguez
Delcy RodriguezEPA/Miguel Gutiérrez

Governo interino da Venezuela substitui chefe operacional das Forças Armadas

O novo comandante estratégico operacional exercia o cargo de inspetor-geral da FANB desde 2024 e, na rede social Instagram, descreve-se como um "venezuelano revolucionário, chavista e patriota".
Publicado a
Atualizado a

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, destituiu esta quinta-feira Domingo Hernández Lárez, alvo de sanções por parte dos Estados Unidos, do cargo de chefe do Comando Estratégico Operacional da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB).

O novo comandante estratégico operacional, major-general Rafael Prieto Martínez, exercia o cargo de inspetor-geral da FANB desde 2024 e, na rede social Instagram, descreve-se como um "venezuelano revolucionário, chavista e patriota". Hernández Lárez ocupava o cargo desde 2021.

Rodríguez também substituiu os comandantes gerais do Exército, da Aviação Militar, da Marinha, da Guarda Nacional Bolivariana e da Milícia, um dia depois de ter anunciado dez nomeações, entre as quais a de Gustavo González López como ministro da Defesa, cargo que Vladimir Padrino López ocupava desde 2014.

Estas nomeações ocorrem dois meses e meio após a captura e extração para Nova Iorque de Nicolás Maduro pelas forças dos Estados Unidos numa operação em território venezuelano.

"Anuncio ao país a nomeação dos membros do alto comando militar renovado que acompanharão o ministro do Poder Popular para a Defesa, general-chefe Gustavo González López, com o firme compromisso e lealdade patriótica de garantir a soberania, a paz, a estabilidade e a integridade territorial da república", afirmou Rodríguez na plataforma de mensagens Telegram.

A mandatária pediu que se "trabalhasse incansavelmente pela concretização de uma Venezuela soberana, justa e solidária", bem como pela construção de "um país de justiça social e felicidade absoluta para todos".

O novo ministro da Defesa, de 65 anos, assumiu o cargo no maior complexo militar da Venezuela, o Forte Tiuna, em Caracas, pouco mais de dois meses depois de ter sido nomeado pela presidente interina como comandante da Guarda de Honra Presidencial e chefe da Direção Geral de Contra-Inteligência Militar (DGCIM), cargos que foram atribuídos a Henry Navas e Germán Gómez, respetivamente.

González López esteve duas vezes à frente do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin), primeiro entre 2014 e 2018 e depois de 2019 a 2024, ambos por nomeação de Maduro, atualmente detido em Nova Iorque juntamente com a sua esposa, a deputada Cilia Flores, também capturada em janeiro, onde aguardam julgamento por acusações relacionadas com narcoterrorismo e tráfico de droga, entre outras.

Tanto a DGCIM como o Sebin foram apontados por organizações não-governamentais e pela Missão Internacional Independente da ONU para a Venezuela como responsáveis por violações dos direitos humanos.

Artigos Relacionados

No stories found.
Diário de Notícias
www.dn.pt