Um 737 da ANA, a maior companhia aérea do Japão.
Um 737 da ANA, a maior companhia aérea do Japão.Kentaro Iemoto/Creative Commons

Fissura na janela do cockpit obriga Boeing a dar meia volta

Um voo da All Nippon Airways (ANA) regressou ao aeroporto de partida depois de ter sido detetada uma fissura na janela do cockpit, no segundo incidente no espaço de dias com um Boeing 737.
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O voo NH1182 da ANA tinha descolado de Sapporo, em Hokkaido, para Toyama e a fissura apareceu quando o avião passava sobre Hakodate.

O Boeing 737, com 59 passageiros e seis membros da tripulação a bordo, deu meia volta e aterrou de novo no aeroporto Chitose, em Sapporo sem que tenha afetado o "controlo ou a pressurização do avião", disse um porta-voz da ANA.

O mesmo explicou que a fissura deu-se na parte mais exterior das quatro camadas de vidro que rodeiam o cockpit.

Este é o segundo incidente que envolve um avião modelo Boeing 737 nos últimos dias, embora este modelo não seja o MAX 9, cuja frota inteira está proibida de voar por ordem da entidade reguladora da aviação norte-americana (FAA) enquanto se procede a verificações de segurança.

A suspensão dos voos aconteceu depois de um avião da Alaska Airlines ter sofrido uma explosão que fez com que um painel da cabina caísse em pleno ar, tendo deixado um buraco na parte lateral da aeronave, que teve de efetuar uma aterragem de emergência no Oregon, EUA.

"Para segurança dos viajantes norte-americanos", a FAA declarou que os 171 aviões MAX 9 vão permanecer em terra. 

No dia 2 de janeiro, o Japão foi palco de uma colisão entre um avião de passageiros da JAL e outro da Guarda Costeira na pista do aeroporto de Haneda, em Tóquio. Cinco ocupantes da segunda aeronave morreram, enquanto as 379 pessoas que aterravam no voo comercial saíram com êxito do avião em chamas. 

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