O opositor no exílio Reza Pahlavi, filho do antigo xá do Irão, apelou às forças de segurança para que "se unam ao povo", face ao movimento de protesto que já dura há duas semanas."Os funcionários das instituições públicas, bem como os membros das forças armadas e de segurança, têm uma escolha a fazer: ficar ao lado do povo e tornarem-se aliados da nação, ou tornarem-se cúmplices dos assassinos do povo — e carregarem a vergonha e a condenação eternas da nação", escreveu Pahlavi na rede social X.Dirigindo-se aos cidadãos iranianos "fora do Irão", enfatizou que "todas as embaixadas e consulados iranianos pertencem ao povo iraniano" e pediu que "os adornem com a bandeira nacional do Irão", referindo-se à bandeira utilizada pela antiga monarquia iraniana, derrubada pela Revolução Islâmica de 1979, em vez da atual bandeira da República Islâmica.. No sábado, em Londres, centenas de pessoas protestaram em frente à embaixada iraniana, e um homem conseguiu subir à varanda do edifício para substituir brevemente a bandeira da República Islâmica pela bandeira da monarquia.No sábado, Pahlavi já tinha pedido aos manifestantes para “saírem todos às ruas”, “com bandeiras, imagens e símbolos patrióticos e a ocuparem os espaços públicos".“O nosso objetivo já não é apenas sair às ruas; o nosso objetivo é preparar-nos para conquistar e defender os centros urbanos”, referiu.Reza Pahlavi anunciou ainda estar a finalizar os preparativos para regressar ao Irão, quando as circunstâncias forem oportunas: “Também me preparo para regressar à minha pátria e estar convosco, a grande nação do Irão, quando a nossa revolução nacional triunfar. Acredito que esse dia está muito próximo”, disse.O Irão está a completar duas semanas de manifestações que eclodiram com a queda da moeda nacional e que acabaram por degenerar em distúrbios que provocaram, segundo organizações não-governamentais, pelo menos 544 mortos devido à repressão das forças de segurança. .Trump analisa terça-feira as opções para atacar o Irão. Protestos continuam e já causaram 538 mortos. O governo iraniano, que admitiu na altura os motivos originais dos protestos, acusou nos últimos dias os Estados Unidos e os aliados de provocarem este recrudescimento da violência.Entretanto, o grupo de monitorização da cibersegurança Netblocks confirmou que continua a verificar-se o corte da Internet decidido na quinta-feira pelas autoridades iranianas devido aos protestos contra o Governo.“Os dados mostram que o corte continua há 36 horas, limitando consideravelmente a capacidade dos iranianos de garantir a segurança dos seus amigos e familiares”, escreveu a organização na rede social X.Pahlaví, príncipe herdeiro da extinta monarquia iraniana, vive no exílio desde a Revolução Islâmica de 1979, residindo no estado norte-americano de Maryland..Irão diz que protestos tornaram-se violentos "para dar uma desculpa" aos EUA para intervir. Teerão "quer negociar", diz Trump