EUA retaliam contra o Irão. Ataques "muito poderosos", diz Trump
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EUA retaliam contra o Irão. Ataques "muito poderosos", diz Trump

Operação militar foi ordenada por Donald Trump em resposta direta ao abate de um helicóptero Apache norte-americano
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As forças militares dos Estados Unidos deram esta terça-feira (9 de junho) ao início da noite, horário de Lisboa, início a uma vaga de "ataques de autodefesa" contra alvos no Irão. Foram ataques "muito fortes", "muito poderosos", descreveu pouco depois o presidente norte-americano.

A confirmação do ataque foi avançada pelo próprio exército norte-americano, indicando que as operações terrestres ou aéreas começaram por volta das 17h00 no horário de Washington — o equivalente às 22h00 em Portugal continental.

Em comunicado oficial, o Comando Central dos EUA (CENTCOM) esclareceu que as investidas foram executadas sob a direção direta do presidente Donald Trump. A liderança militar de Washington sublinha que a operação surge "em resposta ao abate de um helicóptero Apache do Exército dos EUA", um incidente registado no dia de ontem.

"A missão é uma resposta proporcional à agressão iraniana injustificada", acrescenta o comunicado do CENTCOM, sinalizando uma escalada imediata nas tensões bilaterais na região do Médio Oriente.

Logo depois, Donald Trump classificou os ataques de retaliação dos EUA como "muito fortes" e "muito poderosos".

Em declarações a a um jornalista da ABC News, o presidente dos EUA afirmou: "Acho que é muito importante responder. Eles abateram um helicóptero e nós estamos a responder neste preciso momento".

"Acredito em responder de forma forte. Sempre assim foi ao longo da minha vida", acrescentou.

"Esta é uma resposta ao que fizeram ao nosso helicóptero ontem à noite, e considero que a resposta deve ser muito forte, muito poderosa, e é exatamente isso que esta é", concluiu Trump.

Explosões nas zonas orientais

Ainda que não tenham sido divulgados os alvos visados, os meios de comunicação sociais norte-americanos dão conta que as forças dos EUA atacaram defesas aéreas e sistemas de radar iranianos.

De acordo com o portal Axios, que cita um alto funcionário dos Estados Unidos, foram bombardeadas posições em redor do Estreito de Ormuz.

Já os órgãos de comunicação estatais do país noticiaram que houve registo de explosões "em várias áreas do Irão".

A agência de notícias Fars informou que foram ouvidas "várias explosões" em zonas orientais da província de Hormozgan, incluindo Kohstak, Sirik e Minab.

"Fontes locais também relatam atividade de defesa em algumas partes da província", indicou a agência.

A imprensa estatal referiu ainda que a ilha de Qeshm e a cidade de Bandar Abbas foram alvo de ataques.

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