Os Estados Unidos enviaram o porta-aviões Gerald R. Ford, o maior do mundo que estava no mar das Caraíbas, para o Médio Oriente como uma forma de fazer face ao aumento da tensão com o Irão.Desde o início do ano, este porta-aviões tem estado numa operação de escolta de navios venezuelanos, mas agora vai colocar a sua capacidade para 75 aviões e cerca de 4500 operacionais numa das zonas de maior tensão do mundo. O Gerald R. Ford tem 334 metros de comprimento e permite realizar até 160 missões por dia, mais 40 que os outros porta-aviões da frota norte-americana."Caso não cheguemos a um acordo, precisaremos dele... se precisarmos, ele estará pronto", justificou Donald Trump, presidente dos EUA, esta sexta-feira, 13 de fevereiro, sobre esta missão, mostrando-se no entanto confiante de que as negociações com o Irão serão bem-sucedidas, mas alertou: "Se não forem, será um dia mau para o Irão."Um dos funcionários da embarcação, que falou à Reuters sob condição de anonimato, revelou que o porta-aviões vai demorar pelo menos uma semana para chegar ao Médio Oriente, onde se juntará ao porta-aviões Abraham Lincoln, a vários navios de guerra com mísseis, caças e aviões de vigilância, que foram deslocados para aquela região nas últimas semanas.A última vez que os Estados Unidos tiveram dois porta-aviões naquela região do globo em junho, na altura dos ataques contra instalações nucleares iranianas.Em comunicado, o Comando Sul dos EUA, que supervisiona as operações militares americanas na América Latina, revelou que irá manter-se ativo no combate às "atividades ilícitas e aos atores maliciosos no Hemisfério Ocidental"..Trump “insiste” em apostar no diálogo com Irão após reunir com Netanyahu.Irão detém líderes reformistas que acusa de ligações com os EUA e Israel