Os EUA disponbilizaram uma imagem do barco que afundaram. (CENTCOM)
Os EUA disponbilizaram uma imagem do barco que afundaram. (CENTCOM)CENTCOM

EUA afundaram barco vindo do Irão com “ajuda letal” para os Houthis

Arábia Saudita anunciou ontem estar disposta a reconhecer a existência de Israel caso o conflito na Faixa de Gaza se resolva.
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Os Estados Unidos confirmaram ontem ter afundado na última quinta-feira uma embarcação sem bandeira procedente do Irão que transportava “ilegalmente ajuda letal” para os rebeldes iemenitas xiitas Houthis. No decorrer da operação, realizada no Mar Arábico, dois fuzileiros norte-americanos desapareceram.

“No dia 11 de janeiro de 2024, enquanto realizavam um controlo de bandeira, as forças navais do Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) apreenderam um dhow [veleiro tradicional árabe] que transportava ilegalmente ajuda letal procedente do Irão para as forças Houthis no Iémen, como parte da campanha de ataques dos rebeldes xiitas” contra a “navegação marítima internacional”, referiram as forças militares dos EUA em comunicado. 

Segundo a mesma fonte, “esta é a primeira apreensão de armas convencionais avançadas letais fornecidas pelo Irão aos Houthis desde o início dos ataques a navios mercantes em novembro de 2023”, mas também  a “primeira apreensão de mísseis balísticos avançados de fabrico iraniano e componentes de mísseis de cruzeiro pela Marinha dos EUA desde novembro de 2019”.

A operação envolveu uma unidade de elite das Forças Armadas dos EUA, apoiada por helicópteros e drones, que efetuou a abordagem ao dhow ao largo da costa da Somália, em águas internacionais  do Mar Arábico. Dois fuzileiros americanos desapareceram durante a abordagem, estando a serem efetuadas buscas. 

Até ao fecho desta edição, não houve qualquer reação por parte do Irão ou das forças Houthis, que têm atacado navios de carga (israelitas ou com ligações a Israel) em retaliação pela guerra na Faixa de Gaza.

Defesa de um cessar-fogo

A Arábia Saudita, um dos cerca de 30 Estados que não reconhecem Israel, admitiu ontem a possibilidade de alterar a sua posição se a crise palestiniana for resolvida. Quando questionado em Davos sobre esta possibilidade, o ministro dos Negócios Estrangeiros saudita, Faisal bin Farhan, respondeu: “Claro”.

Porém, o chefe da diplomacia saudita disse não ver “sinais reais” de que Israel está a aproximar-se dos seus objetivos em Gaza e apelou à comunidade internacional para fazer mais esforços para alcançar um cessar-fogo.

Também presente no Fórum Económico Mundial, o primeiro-ministro do Qatar afirmou ontem que o único caminho das negociações diplomáticas da guerra em Gaza centra-se num cessar-fogo para a troca de reféns e presos. Mohammed bin Abdul Rahman Al-Thani referiu que continua a haver “dificuldades” neste caminho, que “infelizmente cai sob o escrutínio” por parte de algumas partes no conflito.

com agências

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