Jeffrey Archer
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Escritor e político britânico Jeffrey Archer morre aos 86 anos

Um turbilhão iniciado por uma mentira sobre ter pago a uma prostituta enviou para a cadeia um político e escritor de sucesso. Morreu na segunda-feira, enquanto escrevia.
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Jeffrey Archer, escritor de sucesso e antigo membro do Parlamento britânico pelos Conservadores, que esteve preso por mentir em tribunal, morreu com 86 anos.

Archer era um autor de grande sucesso e a obra mais recente foi apresentada há poucos dias. No domingo, fez as delícias dos fãs, ao assinar centenas de livros num evento realizado no Leicester Square Theatre, em Londres. Morreu na segunda-feira, "subitamente e em paz", na própria casa, "entre sessões de escrita", avança a Harper Collins, editora dos livros.

Como político, Archer foi membro do Parlamento pelos Consevadores e, mais tarde, ascendeu a vice-presidente do partido. Em 1999, quando concorria às eleições para mayor de Londres (equivalente a presidente da Câmara), soube-se que mentiu em tribunal, mais de dez anos antes.

O News of the World divulgou que Archer pagou duas mil libras a uma prostituta, pelo que o próprio avançou com uma ação por difamação contra o jornal Star e viria a vencer. Mais tarde, um tribunal concluiu que o próprio mentiu e condenou-o por perjúrio e obstrução à justiça, tendo sido condenado a quatro anos de prisão.

Jeffrey Archer viria a sair em liberdade em 2003 e regressaria à Câmara dos Lordes, onde serviu até 2024.

O primeiro livro escrito pelo próprio Not a Penny More, Not a Penny Less, foi publicado em 1976. Foi o início de uma carreira de sucesso na escrita, com 300 milhões de cópias vendidas. Archer brilhou em listas de bestseller, marcando presença na do Sunday Times durante mais de 14 anos e na do New York Times por mais de cinco anos.

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